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The Lincoln Lawyer

Sem sair do papel, série do criador de Big Little Lies é cancelada por causa da Covid-19

Divulgação/Lionsgate

Sentado de terno, Matthew McConaughey olha para o nada em cena do filme The Lincoln Lawyer

Matthew McConaughey em cena do filme The Lincoln Lawyer, que ganharia uma adpatação para TV na rede CBS

JOÃO DA PAZ

Publicado em 3/5/2020 - 12h22

A crise do novo coronavírus (Covid-19) que assola Hollywood vitimou uma série bastante esperada, que sequer saiu do papel. A rede CBS desistiu do drama The Lincoln Lawyer, uma das apostas para a próxima temporada, criado pelo renomado produtor David E. Kelley (Big Little Lies, The Practice). O piloto não foi gravado devido à pandemia.

Em meio a um cenário de incertezas, a decisão da CBS de abortar o projeto é um choque. Há um ano a rede encomendou essa série, baseada em um personagem famoso da literatura americana, o advogado criminalista Mickey Haller, que resolve casos nas ruas de Los Angeles sentado no banco de trás de um carro, um sedan Lincoln de luxo. Em 2011, essa história virou filme, chamado no Brasil de O Poder e a Lei, protagonizado por Matthew McConaughey (True Detective).

Como foi a rede CBS que desistiu, ela terá de pagar uma multa para os estúdios A+E e da CBS, que dividiriam os custos da produção. Assim, o A+E pode tentar oferecer o que tem em mãos para interessados. The Lincoln Lawyer estava com o elenco principal escalado e tinha os roteiros dos primeiros episódios prontos. Em meados de março, a série teve de parar a pré-produção do capítulo de estreia.

Na versão da CBS, o ator Logan Marshall-Green (Damnation) seria o protagonista. O elenco de apoio contaria com KIele Sanchez (Kingdom), Angus Sampson (Shut Eye) e Jazz Raycole (The Quad, Eu, a Patroa e as Crianças).

Mesmo assim, a expectativa era que The Lincoln Lawyer, junto com outras novas séries com gente grande envolvida, se mantivesse de pé na crise do novo coronavírus. Seria uma opção segura para as redes americanas, a de ter atrações estreantes com apelo para tocar assim que a quarentena acabar.

O que se vê no horizonte é um retrato inédito. O quinteto da TV aberta dos EUA (ABC, CBS, Fox, NBC e The CW) está comprometido com 54 séries, que teriam os respetivos primeiros epsiódios gravados entre março e abril, para serem analisados. Os aprovados teriam a encomenda de uma temporada de estreia, como praxe. Só que a crise chegou e nenhum deles ganhou vida.

Atrações como The Lincoln Lawyer estariam em um seleto grupo de intocáveis. A decisão da CBS indica que não. O que deve comprovar outra previsão, a de que as redes vão renovar mais séries veteranas do que cancelar, neste ano. A tendência é elas abandonar os novos projetos.

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