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ANÁLISE

Sem apelo, 3ª temporada de Narcos: México sofre para se reinventar na Netflix

Divulgação/Netflix

Scoot McNairy em cena da terceira temporada de Narcos: México

Scoot McNairy na terceira temporada de Narcos: México; série retorna à Netflix sem o apelo do passado

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 5/11/2021 - 14h30

Antes um dos principais títulos da Netflix, Narcos: México retorna nesta sexta-feira (5) com a estreia de sua terceira e última temporada sem o mesmo apelo de outrora. Com o desgaste de seu formato, o spin-off focado nos cartéis mexicanos sofre para se reinventar e sustentar a curiosidade de seu público para ver o fim da história.

O terceiro ano começa seguindo o caminho pavimentado pelo final da temporada anterior. Félix Gallardo (Diego Luna) foi preso, e a Federação deixou de existir. Os antigos cartéis que faziam parte do grupo se tornaram independentes e iniciaram uma grande guerra entre si.

Antigo nêmesis de Gallardo, o agente Walter Breslin (Scoot McNairy) segue como protagonista e fio condutor da trama dos novos episódios enquanto busca derrubar os cartéis mexicanos. Uma narrativa utilizada à exaustão em toda a série e que chega ao limite do seu formato antes de encontrar o fim.

Os primeiros episódio da última temporada de Narcos: México começam arrastados e com pouca movimentação. Até pela demora para estrear --o segundo ano foi lançado em fevereiro de 2020, pouco antes da pandemia de Covid-19--, o roteiro demonstra uma necessidade de relembrar quais são as peças remanescentes do jogo antes de seguir em frente.

Com Félix na prisão, o primeiro braço da antiga coligação de narcotraficantes a se desmembrar e tomar forma é Amado Fuentes (José María Yázpik). "Herdeiro" do cartel de Juárez, ele vê a necessidade de unir seus negócios com Carlos "Hank" Gonzales (Manuel Uriza), conhecido pelo codinome El Profesor, antigo professor que se tornou chefão do crime e passou a ditar as regras no jogo político mexicano.

Do outro lado, os irmãos Benjamín (Alfonso Dosal) e Ramón Arellano Félix (Manuel Masalva), do cartel de Tijuana, estreitam relações com políticos e juízes para continuar no poder e ganhar influência na disputa por territórios. Na sombra deles, Joaquín "El Chapo" Guzmán (Alejandro Edda), destinado a ser um dos traficantes mais procurados do mundo, também se movimenta para adquirir prestígio no narcotráfico.

Uma das poucas novidades que trazem frescor para os novos episódios é a introdução de Andrea Nuñez (Luisa Rubino). Repórter de um jornal independente de Tijuana, é ela quem narra a trama da terceira temporada e se apresenta como um novo pilar para tentar derrubar o poder do tráfico na cidade e expor as cabeças por trás dos crimes.

Apesar de arrastado, o início do fim de Narcos: México segue com os elementos que tornaram a franquia tão querida. Dentro da guerra contra as drogas, traficantes se traem, a polícia dá com os burros n'água, e uma trilha de mortos mostra que o conflito parece não ter fim --dentro ou fora da ficção.

Com o futuro da franquia indefinido --a Netflix ainda não anunciou oficialmente se irá seguir com um novo spin-off--, Narcos merecia encerrar a sua trajetória com a qualidade e o prestígio que um dia teve. Se depender dos primeiros episódios de sua terceira temporada, o objetivo está longe de ser cumprido.

Assista ao trailer da terceira temporada de Narcos: México:


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