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MICHEL BROWN

Galã argentino supera vício da profissão para decifrar criminoso em série

DIVULGAÇÃO/PARAMOUNT+

Imagem de Michel Brown como o personagem Plaza na série Parot, exibida pelo Paramount+

Plaza (Michel Brown) deixa a prisão na série Parot, do Paramount+; galã argentino conta bastidores da trama

ERICK MATHEUS NERY

erick@noticiasdatv.com

Publicado em 31/10/2021 - 6h35

Após visitar a história do México em Hernán: O Conquistador, o argentino Michel Brown teve que superar um vício profissional para interpretar o criminoso Plaza na série Parot. A trama aborda um conflito social que marcou a história da Espanha na década passada e faz o público questionar se o ditado popular "olho por olho, dente por dente" é realmente justo.

"Nós [atores] temos um maldito vício de procurarmos quantas vezes apareceremos dentro de uma série quando lemos o roteiro. Já aconteceu comigo, acontece com outros atores. Mas Plaza aparece aos poucos, e justamente isso é que torna o personagem interessante. É muito difícil compreender quem ele é, o que acontece com ele, o motivo pelo qual ele age assim. Esse é o interessante do personagem dentro da história, o que provoca sentimentos opostos no público", admite Brown ao Notícias da TV.

Na série, disponível no Brasil pelo Paramount+, Plaza (Brown) é um dos prisioneiros beneficiados pela anulação da doutrina Parot, legislação espanhola que limitava o direito de redução de pena para condenados por crimes graves.

Assim, pessoas que estavam presas por crimes como terrorismo, estupro e assassinato foram soltas, o que causou revolta na população. Porém, quando os agora ex-presidiários voltam ao convívio social, eles começam a serem assassinados da mesma maneira que as suas vítimas do passado.

Novamente, encontro um personagem totalmente diferente de mim, que está à beira da loucura. Digo que foi meu presente pós-pandêmico encontrar esse personagem delicioso e muito controverso.

A série foi gravada durante a pandemia da Covid-19, o que acarretou em algumas limitações nos bastidores. "Não tivemos a possibilidade de termos um roundtable [encontro durante o processo de pré-produção de um produto audiovisual] para conhecer o elenco, saber quem eram os demais atores. Entramos direto nas gravações", relembra.

"Além disso, tinha essa estranha sensação de não ver a cara de ninguém, de tirar as máscaras quando diziam 'ação' e, em seguida, colocar de novo e nos separarmos. Foi um grande experimento, de o ator não entrar tão preparado na cena e encontrar a verdade do que acontece naquele momento, sinto que deu a série um algo a mais muito interessante", complementa o ator.

Experiência dúbia

Além das restrições da pandemia, Brown encarou um desafio extra na construção do personagem, pois não teve acesso à íntegra dos roteiros durante a fase de pré-produção.

"Isso é bom e ruim ao mesmo tempo. Quando você não entende o arco completo do personagem, é necessário construí-lo com base no que você tem. Só quando cheguei na Espanha terminaram de escrever a série. Acredito que isso de não saber muito, para os atores, é um bom exercício", admite ele.

Se soubesse, acredito que teria trabalhado de uma maneira diferente. Por isso digo que, às vezes, é bom não ter tantas informações. Em alguns momentos, nós atores nos preparamos muito e entramos muito seguros do que vamos fazer, tanto que deixamos a porta fechada para que outras coisas ocorram. Aqui, não havia outra oportunidade a não ser encontrar a verdade naquele momento.

Carregada em cenas de ação e suspense, a trama conta com dez episódios e conquistou o prêmio de melhor roteiro no Festival de Séries de Berlim.

Confira o trailer de Parot, disponível no Paramount+:


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