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Entenda o sucesso por trás da franquia Chicago; novas temporadas estreiam hoje

DIVULGAÇÃO/NBC

Os personagens Jay (Jesse Lee Soffer), de Chicago P.D; Boden (Eamonn Walker), de Chicago Fire; e o médico Ethan (Brian Tee), de Chicago Med

Heróis de Chicago: Jay (Jesse Lee Soffer, à esq.), Boden (Eamonn Walker, ao centro) e Ethan (Brian Tee, à dir.)

KELLY MIYASHIRO - Publicado em 04/11/2019, às 04h09

Sucesso de audiência, a franquia norte-americana Chicago (Med, Fire e P.D.) conquistou telespectadores com tramas envolventes que podem ser consideradas um novelão de algumas horas, principalmente quando apresentam um crossover (única história que passa pelas três séries). No Brasil, as novas temporadas estreiam nesta segunda-feira (4) pelo Universal Channel.

As três histórias criadas por Dick Wolf estão no top 10 de séries mais vistas da TV aberta dos Estados Unidos. Dados lançados em maio deste ano pelo instituto de pesquisa Nielsen mostram que as temporadas mais recentes de Med, Fire e P.D. tiveram aumentos de audiência em relação aos anos anteriores, um fenômeno raro na televisão, em que o usual tem sido a perda de público.

A mudança estratégica da rede NBC, que dedicou o horário nobre das quartas ao trio de séries, antes exibidas em dias diferentes, foi essencial para esse crescimento. Os bombeiros de Chicago Fire aumentaram seu público em 35,5%; os médicos de Chicago Med ganharam 24,6%; já os policiais de Chicago P.D. cresceram 10,2%. 

No Brasil não é diferente: a sessão especial Segundas de Chicago, que exibe uma sequência de três capítulos de uma vez, costuma render boas audiência para a Universal. Em 17 de julho, por exemplo, o canal foi líder de audiência no segmento de filmes e séries na TV por assinatura.

Fire, primeira série da franquia a ser lançada, gira em torno da brigada 51 do Corpo de Bombeiros da maior cidade do estado de Illinois, nos Estados Unidos. A história mostra resgates que costumam tirar o fôlego do telespectador, seja no fogo ou em acidentes mais simples, mas o que prende são as relações interpessoais da equipe.

Já na série policial, a motivação dos crimes não costuma ser óbvia, o que torna o desfecho surpreendente. Por fim, para competir com Grey's Anatomy, de Shonda Rhimes, Dick Wolf lançou sua versão de um drama médico.

Em contrapartida, a criadora de Meredith Grey lançou o spin-off Station 19, que também é sobre um grupo do bombeiros, mas que ainda não conseguiu pegar o público da mesma maneira que a já consolidada Fire.

Veja os motivos que tornam a franquia tão irresistível:

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Os bombeiros se tratam como família e mantém o código de nunca deixar ninguém para trás


Família em fogo

Comandados pelo chefe Boden (Eamonn Walker), todos os bombeiros tendem a seguir as regras para salvar o dia, mas o telespectador se identifica com a maneira com que todos criam um clima de família naturalmente. Ou seja, até nos resgates mais complicados, como um desabamento ou no meio de um prédio em chamas, nenhum personagem é abandonado para trás.

Os heróis como Kelly Severide, interpretado por Taylor Kinney, também gostam de se envolver com as histórias por trás dos resgastes, e não descansam até ajudar as vítimas de alguma forma.

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Hank Voight (Jason Beghe) usa seu 'jeitinho', na maioria das vezes, para chegar até a verdade


Sargento controverso

O protagonista de Chicago P.D., o sargento Hank Voight (Jason Beghe), nunca mediu esforços para conseguir justiça. Com métodos nada ortodoxos como tortura, agressões e ameaças de morte, o líder do setor de Inteligência (departamento da elite policial da cidade) busca solucionar os crimes, mesmo que ele tenha de responder à Corregedoria depois. 

Coincidência ou não, Voight sempre escapa com justificativas plausíveis, e o público segue torcendo por ele. Afinal, ele só quer proteger a cidade --e um pouco de seus interesses de vez em quando. O herói é controverso; mas, sem ele, não há série.

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Médicos Natalie (Torrey DeVitto) e Will (Nick Gehlfuss), de Chicago Med: idas e vindas no amor


Pegação médica

Se a ideia de Dick Wolf era fazer algo parecido com Grey's Anatomy, ele conseguiu na parte da pegação entre os médicos residentes do Chicago Medical Center, principalmente entre Natalie (Torrey DeVitto) e Will (Nick Gehlfuss). O romance "gato e rato" (quando um quer, o outro rejeita) quase chegou a um casamento. Mas, mais uma vez, os roteiristas da série levou os dois a se afastarem novamente. 

Apesar do casal improvável formado pela enfermeira April (Yaya DaCosta) e Ethan Choi (Brian Tee), a relação de cumplicidade é tão profunda que transborda a química. Além dos romances, a série também discute os problemas do sistema de saúde americano, que não oferece tratamentos de forma gratuita, e aborda racismo, misoginia e dramas psicológicos tratados pelo Dr. Charles (Oliver Platt). 

Novas temporadas

Partindo dos ganchos deixados pelos finais das temporadas anteriores, as séries mostrarão agora como os personagens vão lidar com os traumas e as perdas, frente a novos desafios, responsabilidades e suspeitas.

Chicago Fire começará sua oitava temporada com o capitão Casey (Jesse Spencer) e o chefe Boden (Eamonn Walker) indo à Justiça para responder sobre o incêndio na fábrica de colchões. O público descobrirá, então, que um bombeiro estará morto.

Na sétima temporada de Chicago P.D., mais uma vez, o sargento Voight ficará na mira da Justiça ao ser apontado como o responsável pela morte do prefeito Kelton (John C. McGinley), que teve seu corpo encontrado com várias marcas de tiro. Hailey (Tracy Spiridakos) e Jay (Jesse Lee Soffer) iniciarão uma investigação, mas o caso se complicará cada vez mais. 

Já os telespectadores da série caçula, sobre médicos, assistirão à tentativa dos profissionais de salvarem a vida de Natalie, que sofreu um acidente de carro enquanto conversava com o ex-noivo Will.

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