Novo Streaming

Críticos massacram novas séries da Apple, e nenhuma sequer tira nota 7

Imagens: Divulgação/Apple

A atriz Hailee Steinfeld desolada em imagem da primeira temporada de Dickinson

Hailee Steinfeld em imagem de Dickinson; série foi criticada pela mídia, mas atriz escapou ilesa do massacre

REDAÇÃO - Publicado em 01/11/2019, às 05h21

Os críticos americanos foram impiedosos com as quatro primeiras séries do Apple TV+, o streaming da Apple que entra no ar nesta sexta-feira (1º). Nenhuma alcançou a nota 70 (de 100), ou 7,0 para simplificar, no site Metacritic, que compila reviews de especialistas. Se os jornalistas fossem diretores de uma escola rígida, as atrações não passariam de ano.

Contudo, a Apple bota fé nos seus investimentos, e Dickinson, For All Mankind, See e The Morning Show já estão com as respectivas segundas temporadas confirmadas.

Quem recebeu a pior avaliação foi See, drama estrelado por Jason Momoa, de Game of Thrones (2011-2019) e Aquaman, com a baixíssima nota 38 (ou 3,8). Quem se saiu menos pior na visão da imprensa foi Dickinson, com 65 (ou 6,5).

Confira o veredito dos principais críticos americanos sobre as primeiras séries do Apple TV+, da pior à melhor avaliada:

Ex-Game of Thrones, Jason Momoa é um guerreiro cego no drama See; não vale a pena ver


See (nota 38 de 100)

A revista Time não mediu palavras ao dizer que o roteiro de See é um "completo desastre", em texto assinado pela jornalista Judy Berman. A série apresenta um mundo apocalítptico no qual um vírus dizimou quase toda a humanidade. Os 2 milhões de humanos que escaparam da morte ficaram cegos.

Para a prestigiada Variety, o drama é "um desperdício e chato", uma produção que custou US$ 15 milhões (R$ 60 milhões) por episódio. A TV Guide só aumentou a dose de rejeição ao dizer que See é "confusa, com atuações péssimas, personagens sem profundidade, cenas de ações bregas. Nada funciona". E a CNN, em texto do veterano Brian Lowry, foi cruel: "Dizer que See não vale a pena ser vista [um trocadilho com o nome da série] é muito fácil".

Reese Witherspoon e Jennifer Aniston são as estrelas de The Morning Show, aposta da Apple


The Morning Show (nota 57)

Desse quarteto inicial, The Morning Show foi a que gerou mais burburinho antes da estreia. Tudo devido ao elenco de peso (Jennifer Aniston, Reese Witherspoon e Steve Carell) que encabeça uma história sobre assédio nos bastidores de um programa televisivo matinal. O site IndieWire não se contentou só com isso: "As boas atuações dessas estrelas não são razões suficientes para dar atenção a esse fiasco."

O TVLine ficou "muito decepcionado" com a série e justificou: "The Morning Show tem muito falatório, erros crassos na escalação de elenco e é caótica". A sempre sarcástica The Hollywood Reporter, com o afiado crítico Daniel Fienberg, rotulou a atração como "sonífera". "O primeiro episódio é enfadonho. O segundo, sinuoso [sem um norte]", continuou. A resenha foi categórica: "Pelo menos após três capítulos, a série não é recomendável."

Com passagens pela Netflix e Amazon, Joel Kinnaman está na Apple em For All Mankind


For All Mankind (nota 64)

O site Slate foi direto ao relatar que todas essas séries da Apple "não têm nada de especial, são medianas". Especificamente sobre For All Mankind, uma versão alternativa da corrida especial travada entre os Estados Unidos e a União Soviética, as palavras usadas foram duras: "[Série] pomposa e extremamente maçante".

Em texto de Tim Goodman na Hollywood Reporter, a ironia veio cheia de veneno: "Não há combustível suficiente para fazer o foguete decolar". Em outras palavras, a publicação registrou que o drama "se move muito devagar", o que pode não ser suficiente para manter o telespectador ligado durante a temporada de estreia.

Hailee Steinfeld escapou das críticas direcionadas à série Dickinson; atriz desvalorizada


Dickinson (nota 65)

A vida da poetisa Emily Dickinson retratada na série que leva seu sobrenome foi bem aceita, mas com ressalvas. Essencialmente, é aquele tipo de produção em que a atuação da protagonista chama mais a atenção e encobre falhas. Foi o que percebeu a revista Variety: "Hailee Steinfeld brilha na bela e confusa Dickinson". A publicação ressalta que ela é uma atriz desvalorizada, embora tenha uma indicação ao Oscar.

Dito isso, o site Vulture relevou alguns escorregões da trama para reforçar que Hailee faz "Dickinson ser uma série agradável de acompanhar". A publicação AV Club pontuou que a atração "é promissora, embora mostre falhas ao longo do caminho". E o site Collider reforçou "que Dickinson é divertida, um sopro de ar fresco para quem quer encontrar uma boa série para maratonar".

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