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ESTREOU EM 2005

Como Supernatural usou a cultura pop para se manter relevante durante 15 anos

Divulgação/The CW

Jensen Ackles, Jared Padalecki e Misha Collins em cena de Supernatural

Jensen Ackles, Jared Padalecki e Misha Collins em Supernatural; série soube se reinventar durante 15 anos

ANDRÉ ZULIANI

Publicado em 13/9/2020 - 6h55

Há 15 anos, ia ao ar nos Estados Unidos o primeiro episódio de Supernatural, série criada por Eric Kripke e que apresentava ao mundo os irmãos Dean e Sam Winchester, interpretados por Jensen Ackles e Jared Padalecki, respectivamente. Uma das produções mais longínquas da TV americana, ela soube se reinventar ao longo dos anos e usou diversos elementos da cultura pop para seguir em alta com uma legião de fãs.

Reinventar-se não significa necessariamente apresentar novos conceitos a cada temporada. Supernatural sempre foi, durante grande parte de sua existência, uma série com o clássico formato de um caso por episódio. No caso, com vilões sobrenaturais, como qualquer tipo de monstro ou assombração.

Um dos fatores que marcaram a longevidade da produção e ajudaram nesse processo de reinvenção foi a capacidade de unir elementos bem estabelecidos da cultura pop com uma trama predominantemente fantasiosa. Em um universo onde o apocalipse ocorre uma vez a cada dois anos, abraçar o absurdo provou ser uma escolha certa por parte da equipe de roteiristas.

Em mais de 300 capítulos, os irmãos Winchester se viram nas mais adversas situações: conheceram Scooby-Doo e sua gangue; enfrentaram Drácula e outros famosos monstros do cinema; satirizam produções como Grey's Anatomy e Três é Demais (1987-1995); e até mesmo o chupa-cabra, criatura que já faz parte da mitologia brasileira e latina, foi mencionado na série.

A atração, no entanto, nunca foi apenas sobre vencer criaturas de outro mundo e salvar a humanidade. Como tantos outros produtos da cultura pop, as aventuras de Sam e Dean são recheadas de momentos engraçados e emocionantes. Achar um equilíbrio entre os elementos de terror e as cenas com muito bom humor foi essencial para que os espectadores não abandonassem a série.

"Essa mistura de coisas é o que faz Supernatural funcionar", comentou Padalecki em entrevista ao site Collider, em 2018. "Com tantos elementos sobrenaturais, nós tentamos nos basear em aspectos muito humanos. Nós vemos o filho de Lúcifer, nascido de mãe humana, conversando com Dean, que é apenas humano, e isso faz sentido. Eles fazem isso parecer real. É outra razão para o série durar tanto tempo."

Divulgação/The CW

A chegada de Castiel (Misha Collins) iniciou a introdução dos anjos na vasta mitologia da série


Seres bíblicos e mitológicos

Lúcifer, anjos, demônios, a irmã de Deus e até o Todo-Poderoso: em 15 anos, é difícil citar uma criatura ou entidade mitológica que não tenha passado pela série como antagonista dos irmãos Winchester. Mesmo sendo uma série situada nos Estados Unidos, os protagonistas rodaram o país e encararam até mesmos lendas que não fazem parte do folclore americano --como o já citado chupa-cabra.

A introdução dos anjos, claro, é ainda muito mais relevante para a história da série pela inclusão de Castiel (Misha Collins), personagem que se tornou parte essencial da trama desde a quarta temporada.

Há também os leviatãs, que na narrativa são apresentados como as primeiras bestas criadas por Deus, criaturas com poder suficiente para aniquilarem anjos. Tratam-se de seres tão assustadores que o Criador as trancou dentro do Purgatório. Sem contar o Hellhound, ou Cão do Inferno, um gigante cachorro de três cabeças que, em muitas lendas, guarda as portas do submundo.

A série também apresentou os Rakshasas, seres abomináveis e muito populares na mitologia hindu. Descritos como canibais, eles em Supernatural não poderiam ameaçar uma pessoa sem serem convidados para dentro de casa. Para isso, eles tomam a forma de palhaços --o que, para muitos, já seria extremamente macabro.

A paixão permanece

Poucas são as séries que ultrapassaram os 300 episódios. Quando Supernatural estreou, em 2005, a rede The CW sequer existia. A produção era exibida na extinta The WB e dividia a programação com atrações como Smallville (2001-2011) e Gilmore Girls (2000-2007)

Em entrevista ao site Den of Geek, Misha Collins exaltou a legião de fãs da série e destacou a criação de uma comunidade própria. "É muito interessante ver algo crescer dessa maneira e poder fazer parte disso".

Robert Singer, produtor executivo, acrescentou que as pessoas que assistiram a Supernatural durante 15 anos são as responsáveis por energizarem a equipe de produção e fazerem a série durar tanto tempo.

"Quando vamos a eventos, são essas pessoas que recarregam nossas baterias. Você vê essa paixão e percebe que é para elas que estamos escrevendo. Acho que é isso que nos manteve ativos", valorizou.

Para Ackles, além dos fãs, o amor pela equipe da série o ajudou a continuar interpretando Dean até o final. "Temporadas com 23 episódios são exaustivas, são cerca de nove meses e meio de filmagens. Era muito trabalho, mas eu sempre me pegava pensando: 'Eu ainda gosto disso, da história, dos personagens e das pessoas com quem eu trabalho", disse à revista Entertainment Weekly.

Os últimos episódios de Supernatural começam a ser exibidos a partir de 8 de outubro nos Estados Unidos. O capítulo final está marcado para 19 de novembro.

Confira abaixo um trailer divulgado pelo The CW com cenas dos últimos momentos dos irmãos Winchester (sem legendas): 

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