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ATIVISMO

Batalha, desapego e conflitos gigantes: Aruanas expõe feridas profundas na Globo

Fotos: Fábio Rocha/TV Globo

Thainá Duarte, Débora Falabella, Leandra Leal e Taís Araujo na cena em que suas personagens são presas em Aruanas

Thainá Duarte, Débora Falabella, Leandra Leal e Taís Araujo na cena em que suas personagens são presas

MÁRCIA PEREIRA

Publicado em 28/4/2020 - 5h27

Aruanas é uma série que traz uma batalha real: a dos ativistas contra os crimes cometidos a mando de empresários poderosos. Na ficção, quatro mulheres exercem o desapego, deixam tudo de lado e arriscam as vidas para denunciarem suas horrendas descobertas. Nessa jornada, elas se deparam com feridas profundas e que fazem parte do que muitos defensores da natureza já viram na Amazônia.

Intensa e violenta, a trama escrita por Marcos Nisti e Estela Renner tem uma missão extremamente difícil na noite desta terça (28). A nova série da Globo entra na programação como substituta do Big Brother Brasil nas noites de paredão. Reter os fãs da atração é tarefa quase impossível --sem falar que são atrações bem distintas.

A estratégia da emissora é oferecer algo novo na TV aberta que, com a pandemia de coronavírus (Covid-19), virou um mar de reprises. A primeira temporada de Aruanas está disponível para os assinantes do Globoplay há nove meses. O conteúdo faz parte das apostas da empresa para fortalecer sua plataforma de streaming.

O seriado tem histórias com um potencial dramatúrgico enorme, já que explora dramas, injustiças, violência e transforma ativistas em verdadeiros heróis. Estela diz que a ideia de fazer Aruanas nasceu da necessidade de tornar o brasileiro mais ambientado com a dura realidade que os ambientalistas já conhecem bem.

"A gente vem fazendo isso há muitos anos, e a questão da emergência climática era um incômodo muito profundo. A gente queria fazer uma série de ficção e falar com mais gente. Também já existiam muitos documentários incríveis falando sobre o tema e tínhamos que furar algumas bolhas", comenta a autora e diretora.

Luiz Carlos Vasconcelos interpreta Miguel, e Camila Pitanga a advogada lobista do minerador

Tanto Estela quanto Marcos Nisti, que são sócios na produtora Maria Farinha Filmes, parceira da Globo no projeto, têm uma trajetória no audiovisual sempre com produções que defendem causas.

"Então pensamos: por que não fazer uma série que conte os dramas de ativistas dentro de uma ONG ambiental? Por que não fazer isso através de protagonistas femininos? Essa foi a grande semente de Aruanas", conta Estela.

Sentinelas da floresta

Aruanas é um termo de origem indígena que significa sentinela. Na série, é também o nome da ONG criada pela jornalista Natalie (Débora Falabella) e que se torna a principal razão da vida dela, de Luiza (Leandra Leal) e de Verônica (Taís Araujo). Para completar o time de protagonistas, Clara (Thainá Duarte) vira estagiária da entidade e é convocada para a investigação de uma denúncia.

Crimes e uma série de evidências que ligam uma poderosa mineradora a garimpos ilegais na Amazônia vão surgindo a cada episódio. O vilão-mor é interpretado por Luiz Carlos Vasconcelos. Seu personagem, Miguel, é dono de uma das maiores mineradoras do país. Mas a ganância dele não tem limites. O endinheirado está por trás de toda uma operação ilegal de garimpos na região de Cari, no Amazonas.

Camila Pitanga surgirá depois como a advogada sem escrúpulos que ele contrata para "comprar" políticos e magistrados. O objetivo do "malvado" é acabar com uma reserva florestal, ganhando o direito de explorar a área. Os dois vivem um jogo de poder e sedução.

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