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LEGENDARY

Artistas criticam HBO por escalar atriz de Good Place para apresentar reality

JUSTIN LUBIN/NBC

A Atriz Jameela Jamil, com mão direita aberta e levantada, com cara de espanto, em cena da comédia The Good Place

Jameela Jamil, atriz da série The Good Place, recebeu críticas por aceitar participar de novo reality show

HUMBERTO ABDO

Publicado em 6/2/2020 - 18h09
Atualizado em 6/2/2020 - 18h36

Após anunciar que a atriz Jameela Jamil, de The Good Place (2016-2020), seria a apresentadora do reality show Legendary, o vindouro serviço de streaming HBO Max recebeu críticas de vários artistas LGBTQ+ por escolher alguém que não faz parte do universo do voguing --o estilo de dança que será destaque no programa. Trace Lysette, a Shea da série Transparent (2014-2019), foi uma das famosas que questionaram a escolha.

No Twitter, Trace revelou que foi entrevistada para a seleção de elenco e reprovou a escolha de alguém sem experiência nem envolvimento com essa modalidade coreográfica. "É surpreendente quando pessoas sem conexão com a nossa cultura conseguem ser contratadas", protestou.

A novidade gerou respostas negativas principalmente de membros da comunidade LGBTQ+. Michelle Visage, produtora-executiva e jurada do reality show RuPaul's Drag Race, comentou que sequer foi convidada para participar. "Existem literalmente muitas outras pessoas que deveriam estar no elenco", opinou Michelle.

Jameela se manifestou nos comentários pouco tempo depois, esclarecendo que foi escalada apenas como uma das juradas --e não como apresentadora. Segundo ela, o mal-entendido ocorreu por um erro no comunicado de imprensa sobre o novo reality.

No dia seguinte, a HBO divulgou outro comunicado para justificar a gafe e reforçou a explicação da atriz. "Ontem, a HBO Max estava animada em anunciar o envolvimento de Dashaun [Wesley] e Jameela na série Legendary. Para maior clareza, Dashaun é o apresentador da série e Jameela lidera o painel de juízes", declarou o canal.

A situação também levou Jameela a compartilhar um longo post em que assumiu ser queer, termo inglês usado para definir qualquer orientação sexual ou identidade de gênero que não se encaixe como heterossexual ou cisgênero.

JoJo Whilden/FX

Indya Moore em cena da série Pose, sobre a cultura ballroom na Nova York dos anos 1980

A atriz Indya Moore em cena de Pose, série sobre a cultura ballroom na Nova York de 1980

"Não era exatamente assim que eu queria me assumir", disse ela em nota no Twitter. "Eu sei que ser queer não me qualifica [para apresentar o reality show], mas tenho privilégio, poder e muitos seguidores para acrescentar ao programa."

Após a declaração, o roteirista americano Ira Madison também se envolveu na discussão. "Jameela uma vez disse que recusou o papel de uma personagem surda por não ser surda", relembrou. "Não é ilógico que tantas pessoas negras e queer quisessem saber por que ela aceitaria ser jurada."

O ator Johnny Sibilly, da série Pose, disse no Twitter: "Muitas pessoas trans com experiência [estão] prontas para elevar suas histórias de maneira que as pessoas cis jamais seriam capazes". Angelica Ross, que também fez parte do elenco de Pose, reclamou em poucas palavras: "Ufa! Não quero nem pensar muito nisso".

Afinal, o que é voguing?

O estilo de dança vogue --ou voguing-- surgiu em Nova York, nos anos 1980, quando gays negros e latinos e mulheres trans criaram grupos de apoio, morando juntos e se reunindo em bailes com competições e desfiles de moda e dança. Na pista, os participantes vestiam roupas glamourosas e exibiam poses imponentes, inspiradas nas fotos e comerciais de modelos da revista Vogue.

A cultura ballroom, como é chamada, floresceu dentro dessas disputas, que costumam ser divididas em categorias e contam com jurados e um apresentador --a figura mais importante do baile.

O estilo, até então conhecido apenas por parte da comunidade LGBTQ+, alcançou popularidade mundial com o lançamento do clipe Vogue (1990), da cantora Madonna. Nos últimos anos, a cena ballroom ganhou notoriedade com a série Pose, que retrata os membros das casas que competiam nos bailes em Nova York.

Disponível na Netflix, o documentário Paris Is Burning (1990) também apresenta em detalhes o surgimento e bastidores da cultura ballroom, com entrevistas de membros das casas de Nova York e cenas de performances nos bailes.

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