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Novela das onze

Gays de Liberdade, Liberdade podem acabar mortos por causa de romance

Montagem/Divulgação

Caio Blat (André) e Ricardo Pereira (Tolentino) se apaixonarão em Liberdade, Liberdade - Montagem/Divulgação

Caio Blat (André) e Ricardo Pereira (Tolentino) se apaixonarão em Liberdade, Liberdade

MÁRCIA PEREIRA

Publicado em 6/5/2016 - 5h23

André (Caio Blat) e Tolentino (Ricardo Pereira) vão ficar amigos nos próximos capítulos de Liberdade, Liberdade, novela das onze da Globo. A amizade ficará mais sólida, e a atração sexual surgirá. Durante um tempo, os dois vão tentar resistir ao que sentem um pelo outro, mas não conseguirão. O conflito será grande porque na época em que a novela se passa, em 1808, a homossexualidade era chamada de sodomia e classificada como crime de lesa-majestade, punida até com morte. Este deve ser o desfecho dos personagens. 

Um dos dois atores confidenciou a amigos que a primeira transa de André e Tolentino acontecerá em um banho de rio: "Vai ser uma coisa violenta, bruta, masculina". Eles ficarão bêbados, se sujarão e tomarão banho juntos. Mas o autor Mario Teixeira afirma que não escreveu essa cena. "Ainda estamos em uma fase da trama em que eles estão se conhecendo, estreitando laços de amizade e entrando em conflito com os sentimentos que começam a surgir entre eles", diz o novelista.

Ele explica que o foco nesse momento é mostrar os conflitos pessoais que os dois vão passar, de diferentes formas, até chegarem em uma possível aproximação. Por isso, nada foi decidido sobre um possível beijo gay e a primeira transa. Liberdade, Liberdade é baseada em um momento real da história do Brasil, mas a trama dos personagens é fictícia.

fotos felipe monteiro/TV globo

Em cena, Caio Blat (André) olha com desejo para o corpo de Ricardo Pereira (Tolentino) 

"Mais do que o romance entre eles, vamos trazer a história de duas pessoas que têm sentimentos, mas não podem vivê-los, pois esse é um período em que as relações do mesmo gênero eram proibidas por lei", comenta Teixeira.  

O autor conta que o público verá os dois se identificarem um com o outro primeiro. "Existe uma amizade real entre eles. Tolentino e André começam a conversar e percebem que tem diálogo entre eles. São dois homens solitários, que vivem seus próprios e diferentes conflitos."

Caio Blat (André)  é molhado por Ricardo Pereira (Tolentino) na novela das onze 

Na trama, o personagem de Caio Blat é afeminado e começou a descobrir que sente atração por outros homens no capítulo de terça-feira (3). Ele continuará a ser levado pelo pai, Raposo (Dalton Vigh), para ter relações sexuais com Mimi (Yanna Lavigne). Só que André não tem atração nenhuma por mulheres. A prostituta virou sua amiga, e eles fizeram um pacto. Em vez de transarem, o nobre vai ensiná-la a ler e aprender matemática para que os clientes não a enganem mais.

Já o capitão Tolentino é um torturador, um homem violento, responsável pela captura de Tiradentes (Thiago Lacerda). Esse outro lado dele deve surpreender o público. O romance homossexual da trama usa como referência o filme Brokeback Mountain (2005), que retrata a relação de um casal do mesmo sexo na região oeste dos Estados Unidos entre 1963 e 1981.


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