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TAIGUARA NAZARETH

Galã de Presença de Anita dá palestra sobre sagrado masculino; veja como ele está

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

O ator Taiguara Nazareth de camisa branca e expressão séria, posa para foto em área externa

Taiguara Nazareth na época em que se tornou símbolo sexual na minissérie Presença de Anita (2001)

FERNANDA LOPES

fernanda@noticiasdatv.com

Publicado em 9/8/2021 - 6h40

Há 20 anos, a Globo apresentava ao Brasil um novo galã: Taiguara Nazareth. Ele estreou na emissora no elenco de Presença de Anita (2001) e interpretou um rapaz que tinha um relacionamento intenso e sexual com uma mulher mais velha e preconceituosa. Nazareth continua trabalhando como ator, mas acumulou várias outras funções de lá para cá. Já deu palestras sobre comportamento, machismo e sagrado masculino, por exemplo. 

Atualmente com 44 anos, o ator se diz muito engajado em pautas sociais, como defesa dos direitos da comunidade LGBTQIA+ e oposição à gordofobia, ao racismo e ao machismo. Identificado como homem heterossexual cisgênero, ele diz que já foi convidado a dar palestras sobre masculinidade. 

"Estava dando palestras falando sobre desconstrução da masculinidade tóxica, falando do machismo, do sagrado masculino. Se o cara tá com o sagrado masculino dele ferido, como ele vai se importar com o sagrado feminino? Homem também chora", afirma.

"As coisas acabam se encontrando, a questão da negritude, do machismo, da heterossexualidade. Acho que, no final, todas as bandeiras acabam sendo nossas bandeiras. Uso minhas redes sociais pra falar dessas questões. Acho que não é muito bem visto em termos comerciais. O povo fala: 'Cara, fica mais quieto, faz umas dancinhas' [em vídeos para o Instagram]. Tenho ensaiado fazer dancinhas, mas não consegui ainda", admite o ator. 

Nazareth diz que seu ativismo já vem desde a época em que morava em Nova York, antes de fazer Presença de Anita. Ele voltou ao Brasil especialmente para atuar na minissérie, no papel de um homem rústico, do campo, que era totalmente objetificado por uma mulher mais velha e de classe social mais alta (interpretada por Vera Holtz). 

Hoje, o ator problematiza também a situação em que seu personagem se encontrava: "Hoje daria muito rebu pela hipersexualização de um corpo preto. Na minissérie, meu corpo foi totalmente explorado, eu quase não tinha roupa. Era cena tomando banho, vários clichês, fetiches. [A personagem de Vera Holtz] Falava que homem preto fedia. Sempre estava ali falando mal, mas na verdade tinha essa tara", lembra ele. 

Casa dos Artistas e carreira diversificada

Durante a exibição da minissérie, Nazareth diz que ganhou muito reconhecimento do público nas ruas. Mulheres pediam para ver suas tatuagens, jovens confidenciavam que assistiam ao programa escondidos dos pais, e o assédio dos fãs aumentou muito. Mesmo assim, ele não foi contratado para o elenco da Globo após esse trabalho. 

"Falaram que iam contratar eu, a Mel [Lisboa] e o Leo [Leonardo Miggiorin]. Só que a minissérie acabou e contrataram a Mel e o Leo, eu não. O RH me falou: 'Seu personagem foi muito forte, vamos dar um tempo'. Todo mundo sabe o que acontece com o ator negro [em relação a ter menos oportunidades do que brancos]. Eu estava muito acostumado com esse discurso, e é isso, não tinha muito o que fazer. Hoje em dia acho que mudou bastante, mas acho que a representatividade ainda está muito aquém do que deveria ser", opina.

Fora da Globo, Taiguara Nazareth recebeu um convite do SBT para participar da primeira edição da Casa dos Artistas (2001) e aceitou. Ele conta que sofreu preconceito por ter sido um dos integrantes da atração e foi até confundido com ex-BBB --na época, segundo o ator, as pessoas misturavam os dois reality shows.

"A gente não tinha ideia [do que era o programa]. Foi assustador, a gente não tinha referência alguma. O povo ficou rotulando quem participou do BBB como celebridade instantânea, preconceito mesmo. Como associaram muito minha imagem com BBB, meio que me colocaram nesse pacote. Acharam que eu fiz o BBB e daí fui pra Presença de Anita. Ficou um preconceito bem grande por um tempo", lamenta. 

Mas a vida dele seguiu. Na TV, Taiguara Nazareth fez novelas na Record e na Globo, atuou em programas como Sítio do Picapau Amarelo (2001-2009), Dra. Darcy, no Multishow, e Samantha! (2018-2020), na Netflix. Também fez peças de teatro e filmes, como Os Parças 2 (2019) e A Menina que Matou os Pais (que ainda será lançado). 

Ele também tomou outros rumos: se candidatou a vereador, trabalhou como coordenador de projetos do fundo social do Estado de São Paulo, se tornou terapeuta holístico, influenciador digital, professor de inglês e gravou um álbum. 

A atuação, no entanto, continua sendo uma paixão. Nazareth diz que deve voltar à Globo na próxima novela da autora Maria Adelaide Amaral e mal pode esperar para retomar os trabalhos com teatro e teledramaturgia. "Eu amo, quero fazer novela, fazer peça. Gosto de me comunicar, de atingir as pessoas", conclui. 

Veja como ele está hoje:


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