A Regra do Jogo

Fazer mocinho é 'estar sempre com dor de cabeça', diz Cauã Reymond

JOÃO MIGUEL JÚNIOR/TV GLOBO

Cauã Reymond em sua primeira cena de A Regra do Jogo, em que seu personagem estava preso - JOÃO MIGUEL JÚNIOR/TV GLOBO

Cauã Reymond em sua primeira cena de A Regra do Jogo, em que seu personagem estava preso

MÁRCIA PEREIRA - Publicado em 07/09/2015, às 06h12

Cauã Reymond voltou ao horário nobre da TV Globo para fazer um mocinho que luta para provar que não é bandido. Em A Regra do Jogo, ele é o herói do morro, preso por fazer o bem e incomodar uma poderosa organização criminosa. Para o ator, no entanto, fazer o mocinho é um peso. "Vocês precisam ter paciência. Agora levo um grande elefante branco nas costas. Estou sempre com dor de cabeça em todos os capítulos", afirma, sobre a responsabilidade do papel.

Seu personagem Juliano mostra a que veio a partir desta semana. Ele salvará Merlô (Juliano Cazarré), Alisson (Letícia Lima) e Dênis (Amaurih Lima) de morrerem queimados em um barraco na favela. Ao acabar com o plano dos bandidos de eliminar os "traidores", o lutador também entrará na mira da facção. Toia (Vanessa Giácomo) fará de tudo para que Juliano aceite ir embora do Rio de Janeiro para que ela "não vire mais uma viúva do crime organizado", dirá a personagem em cena nesta semana.

Eles vão brigar, e o lutador sairá de casa para ambos terem um tempo para pensar melhor no futuro. Juliano não aceita sair do Morro da Macaca sem provar que foi injustiçado, que foi Dênis quem plantou meio quilo de cocaína em sua mochila para ele ser preso, anos atrás. A princípio, o único motivo de terem feito isso com ele é que sua escolinha de artes marciais tirava jovens de seguirem o caminho do tráfico de drogas.  

Segundo o ator, a saga do personagem para se vingar de quem o fez ficar quatro anos atrás das grades não tem nada a ver com a de Nina (Débora Falabella), a mocinha vingativa de Avenida Brasil (2012), trama de sucesso de João Emanuel Carneiro (o mesmo autor de A Regra do Jogo). "Esse mocinho vingativo tem como característica o fato de todo mundo saber o que está acontecendo, e ele não", argumenta.

Na terceira semana da trama, a contragosto, Juliano aceitará um patrocínio que a ONG de Romero Rômulo conseguirá para ele reabrir a sua escolinha. O personagem não gosta do advogado porque ele sempre acusou seu pai, Zé Maria (Tony Ramos), de ser o autor de uma chacina que ocorreu há 18 anos e que deixou Toia órfã. A matança é a chave do grande mistério que entrelaça a vida dos personagens de A Regra do Jogo.

Intimidade

Faixa preta em jiu-jitsu, Cauã afirma que aparecer em cena lutando é algo natural para ele. O ator revela até que se inspirou em seu professor para compor o personagem. "Ele é um líder comunitário e ajuda a tirar garotos do tráfico de drogas. Eu tenho intimidade com luta, mas a história do Juliano vai muito além da luta. De certa forma, ele é um mocinho como existem muitos na vida real."

O galã não revela o nome da sua fonte de inspiração. "Não posso falar quem é o professor porque vai que ele não gosta, mas tenho contato diário com ele. Prefiro não expor o cara sem o seu consentimento. Senão, amanhã, vocês [jornalistas] já estão ligando para ele", comenta.

Cauã conta que não precisou de um grande laboratório para compor o personagem porque sempre conviveu com pessoas da comunidade. "Estudei em um colégio na Gávea [zona sul do Rio de Janeiro], bem no limite entre a Gávea e a Rocinha. Tive vários amigos da comunidade. Tenho vários amigos no [morro do] Vidigal, tenho amigos que são do grupo de teatro Nós do Morro. Circulo muito bem com o pessoal de comunidade."


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