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Daphne Bozaski 'exagera' na lição de casa e quase se enrosca em Família É Tudo

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Com monocelha e óculos grandes, Daphne Bozaski sorri com expressão boba em cena de Família É Tudo

Daphne Bozaski na cena em que Lupita conhece Júpiter (Thiago Martins) em Família É Tudo

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 28/3/2024 - 18h00

Antes mesmo de Família É Tudo estrear, Lupita Maria Del Rosario Sanchez Perez de La Cruz já havia caído nas graças do público --com direito a fãs-clubes nas redes sociais. Mas sua intérprete, Daphne Bozaski, admite que se enroscou um pouco até encontrar o tom da personagem. Dedicada demais, a atriz exagerou na lição de casa para construir a guatemalteca. "No início, eu fazia duas cenas e já ficava exausta", conta.

É que, assim que recebeu o convite para a novela das sete da Globo, Daphne decidiu estudar espanhol. "Fui por conta, sem ninguém pedir, porque queria entender a embocadura mesmo. Só que, quando começaram as leituras do texto, eu estava muito presa ao que tinha estudado. O Fred [Mayrink, diretor artístico] me chamou e falou: 'É portunhol, facilita para você mesmo, o público tem que entender o que você diz' (risos)", lembra Daphne ao Notícias da TV.

Aos poucos, a atriz foi encontrando um equilíbrio entre respeitar o sotaque e conseguir ser compreendida. "Fui pegando os toques, em um processo longo. A gente começou a preparação em novembro, mas o texto mesmo eu só fui trabalhar em janeiro. Eu, Daphne, ainda estava procurando o lugar certo, porque é tudo muito novo para mim", confessa.

Ela não se arrepende de ter feito as aulas de espanhol --nem de ter procurado uma guatemalteca para lhe passar algumas dicas de prosódia. "Foi importante para dar a fluência, a velocidade. É uma maneira diferente de falar, vai emendando tudo. Para mim, é um grande desafio, tento pensar em espanhol, ainda estou descobrindo os movimentos da Lupita. Mas adoro trabalhos que me instigam e me tiram da zona de conforto", valoriza.

Em sua preparação, a paulistana também foi atrás de novelas mexicanas, especialmente as estreladas por Thalia --que passou a seguir a brasileira nas redes sociais após descobrir a homenagem--, além dos filmes dirigidos pelo espanhol Pedro Almodóvar. "A Lupita tem essa coisa intensa, passional, solar e desastrada. É muito trágica, mas em um núcleo cômico."

Cria do teatro, onde todos os movimentos precisam ser maiores para que a plateia possa enxergá-los, Daphne aprendeu a "atuar menor" quando migrou para a televisão, há dez anos. Agora, precisa "esquecer" tudo isso, perder o autocontrole e voltar ao exagero dos palcos:

Eu sempre ouvia: 'Daphne, um pouquinho menos'. Mas agora os diretores me incentivam a ir além (risos)! O Fred fala para a gente estudar muito antes, mas, assim que entra no estúdio, é para brincar, porque novela das sete é para relaxar. E a Lupita tem um lado teatral, over, que é uma delícia de fazer.

Patinha feia?

Lupita, claro, também chama a atenção por sua aparência. Em uma trama que tem um pezinho em Betty, a Feia (1999), a guatemalteca é contratada para trabalhar com Júpiter (Thiago Martins) por ser considerada feia, sem chance de se tornar uma "tentação" para o mulherengo. Na novela colombiana, a secretária passava por um banho de loja para ficar bonita e enfim conquistar o chefe --algo que as adaptações foram abandonando ao longo dos anos.

Daphne valoriza o fato de Família É Tudo levantar uma discussão sobre a questão estética no horário nobre da Globo. "O Júpiter só gosta de mulher padrão, mas a Lupita acha que ele pode se apaixonar por ela mesmo assim. Acho tão bonito esse discurso dela de 'eu sei que sou diferente, me visto de maneira diferente, mas gosto de ser assim'."

"Ela não sofre por se achar feia, porque ela não se acha. Ela está bem consigo mesma, os outros é que estão julgando errado", aponta a atriz, que leva cerca de uma hora e meia para se transformar na guatemalteca. "O jeitinho de trançar o cabelo é trabalhoso... Mas aproveito esse tempo para passar o texto, aquecer a voz, não dá para desperdiçar um minuto (risos)", brinca.

Família É Tudo é escrita por Daniel Ortiz e dirigida por Fred Mayrink. A novela entrou no lugar de Fuzuê (2023) no início de março na faixa das sete da Globo. O folhetim deve ser substituído por Mão Dupla (nome provisório), de Claudia Souto --a mesma autora de Pega Pega (2017) e Cara e Coragem (2022). 


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