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NÃO É SÓ TV

Executivo da Amazon revela verdadeiro objetivo do Prime Video; saiba qual é

Divulgação/Amazon Prime Video

Rachel Brosnahan em frente a televisores antigos em cena de The Marvelous Mrs. Maisel, do Prime Video

A atriz Rachel Brosnahan em frente a televisores antigos em cena de The Marvelous Mrs. Maisel

LUCIANO GUARALDO

Publicado em 21/12/2019 - 4h50

Principal concorrente da Netflix na chamada guerra do streaming, o Amazon Prime Video entra no campo de batalha com uma grande vantagem sobre a rival: conseguir público para as séries não é seu principal objetivo. O serviço de video on demand foi criado pela gigante do e-commerce para vender assinaturas do Prime, um "clube de vantagens" cujo maior benefício é a entrega grátis de compras, sem taxas ou fretes.

"Nossa missão é fazer do Prime um serviço mais valorizado por nossos membros, e o Prime Video é uma parte importante disso", explica James Farrell, vice-presidente de séries internacionais do Amazon Studios, durante conversa com o Notícias da TV.

Com receita bruta de US$ 10 bilhões (R$ 40,6 bilhões) apenas no ano passado, a Amazon tem "alguns trocados" para investir no Prime Video. Foi assim que a empresa topou, por exemplo, gastar US$ 250 milhões (R$ 1 bilhão) só para adquirir os direitos dos livros O Senhor dos Anéis, que virará série na plataforma. Sem dúvida, uma jogada e tanto para conseguir novos assinantes para o Prime.

"Ter acesso a séries de TV e filmes exclusivos é bom para os nossos membros Prime, o que acaba sendo bom para nós também. Como? Percebemos que eles usam mais suas assinaturas e as renovam durante mais tempo se recebem um conteúdo diferenciado. Nosso trabalho é fazer o Prime ter o melhor custo benefício possível, e nossos clientes sentem que o clube tem mais valor", discursa Farrell.

Brasil na mira

James Farrell, vice-presidente de séries originais internacionais da Amazon (Reprodução/YouTube)

Como o Prime Video é considerado um serviço complementar, uma espécie de bônus para quem assina o Prime, a empresa de e-commerce se arma para a guerra do streaming de maneira diferente. Jennifer Salke, presidente do Amazon Studios, já declarou que não vai bater de frente com a Netflix na quantidade de lançamentos. Prefere poucas (e boas) séries, que possam ganhar prêmios e atrair mais assinantes --de olho, é claro, em mais membros Prime.

Não é coincidência, portanto, que a Amazon tenha lançado o Prime no Brasil em setembro deste ano, um mês antes de anunciar a produção do reality Soltos em Floripa. Em dezembro, foram revelados mais cinco projetos nacionais --inclusive sua primeira série de ficção, Dom, com Gabriel Leone, Flávio Tolezani e Isabella Santoni.

Desde a chegada do Prime em território brasileiro, interessados em assinar o Prime Video precisam adquirir o clube de vantagens. O primeiro mês é grátis, para degustação do serviço. Depois dos 30 dias iniciais, o custo passa para R$ 9,90 por mês --também há um plano anual, que sai por R$ 89 (um desconto de quase R$ 30).

Na apresentação do Prime para o possível assinante, o quesito "filmes e séries" (o Prime Video) é apenas o segundo dos seis benefícios listados. O primeiro, claro, foca no principal negócio da Amazon: a venda de produtos pela internet. "Frete grátis e rápido", valoriza a página do serviço.

Também estão na relação de regalias para os membros Prime: "milhões de músicas" (Prime Music), "ebooks, revistas e mais" (Prime Reading), "bônus para jogadores" (Twitch Prime) e "ofertas exclusivas".

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