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JOÃO PALOMINO

Ex-chefão da ESPN cria empresa de streaming esportivo do zero: 'Instigante'

DIVULGAÇÃO/LIVESPORTS

O jornalista João Palomino de braços cruzados ao lado de televisão com o logo da LiveSports

O jornalista João Palomino lançou a LiveSports, empresa voltada para o streaming com foco no esporte

VINÍCIUS ANDRADE

vinicius@noticiasdatv.com

Publicado em 21/11/2020 - 7h05

Executivo reconhecido no mercado de transmissões esportivas, João Palomino deixou o cargo de vice-presidente de Jornalismo e Produção da ESPN Brasil em 2019 e se lançou em uma nova empreitada. O jornalista se juntou com um amigo do setor de tecnologia para desenvolver "do zero" a LiveSports, empresa voltada para o streaming com foco no esporte que foi lançada oficialmente neste mês.

Em entrevista ao Notícias da TV, o executivo classifica o processo de desenvolvimento como "instigante". Palomino foi dispensado pela ESPN em agosto do ano passado, mas só foi desligado de vez da empresa dois meses depois.

Desde então, ele se afastou do trabalho durante alguns meses para se dedicar à família. "Foi a melhor decisão que tomei", confessa. A ideia era retomar projetos depois do Carnaval, mas aí veio a pandemia, a quarentena e um baque no mercado como um todo.

"O mercado recrudesceu, infelizmente, e continua assim. E deve diminuir ainda mais. Por isso, neste período me dediquei a projetos eventuais, consultorias e estudos. Já estava estudando o mercado com outro ponto de vista, dos investidores, dos criativos, de entender como é a distribuição de conteúdo hoje e as diferentes formas de rentabilização", explica.

A ideia de criar a LiveSports surgiu de uma conversa com o "velho amigo" Nilson Fujisawa, CTO [diretor de tecnologia] da Lineup, uma empresa de fornecimento de equipamentos e soluções para operadoras, emissoras de TV, estúdios e produtoras.

A empresa foi criada com a missão de apresentar uma "solução tecnológica de ponta a ponta" para interessados em transmissões via streaming. "Com modelos de negócios e rentabilização adaptados à expectativa das partes", ressalta Palomino.

Um exemplo que pode ser dado é o seguinte. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) é dona dos direitos da Copa do Brasil e pensa em criar um streaming próprio da competição. A entidade procura a LiveSports, que monta toda a operação para viabilizar essa plataforma, com a tecnologia, a segurança de dados, de pagamento e até mesmo a estrutura de câmeras, links e equipes necessárias para uma transmissão. 

"Somos uma empresa integradora de soluções que vai cuidar de tudo, inclusive com assessoria de imprensa, redes sociais, produção de conteúdo dedicado aos eventos ou ao campeonato, minha praia. É preciso instigar as pessoas a quererem ver, e isso só se consegue por intermédio do conteúdo e da qualidade que exibe na informação e na estética", vende o executivo.

João Palomino estava na ESPN desde a fundação da empresa no Brasil, em 1995. Como narrador e apresentador, participou das coberturas dos Jogos Olímpicos de Pequim/2008 e Londres/2012, além das Copas do Mundo da França/1998, Coreia do Sul e Japão/2002, Alemanha/2006 e África do Sul/2010. Ele ocupava a diretoria de Jornalismo e Produção desde 2012.

Explosão do streaming esportivo

Palomino abriu a LiveSports em setembro de 2020. A empresa conta com dez funcionários até o momento. Para montar as operações de streaming, a companhia tem o suporte da Lineup (onde trabalha Nilson Fujisawa) e conta com parceiros terceirizados em uma sistema de integração.

A nova empresa surge em um momento de popularização das plataformas de transmissões esportivas online, com a Globo investindo no Premiere Play em parceria com o Globoplay, a Turner exibindo jogo da Seleção Brasileira e Champions League no EI Plus, o DAZN comprando competições menos badaladas, e federações mostrando eventos em redes sociais.

Em relação ao bolso do torcedor que precisa pagar pelos serviços de streaming esportivo, Palomino acredita que "haverá uma acomodação do mercado".

"Grandes eventos custam caro, eventos modestos, que interessam aos fanáticos, tem de custar menos. O segredo é ajustar o orçamento conforme a necessidade do cliente e conseguir, de forma muito objetiva, trabalhar aquele conteúdo com qualidade de exibição e de equipe", aponta.

"Quanto maior o esporte, qualquer modalidade, mais interesse haverá, mais procura haverá, mais as federações e confederações podem entender como modelo de negócio altamente lucrativo. E se olharmos o esporte então, nem se fala, ali é massa pura. Mas o futebol precisa descobrir isso. É só perguntar na Livesports", vende o executivo.


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