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CRISE SEM FIM

Após respiro com quarentena, TV paga desaba e regride oito anos

ANDREY POPOV/THINKSTOCK PHOTOS

Casal assiste a um filme de guerra na televisão

Casal assiste a filme na televisão: TV paga tem registrado quedas sucessivas desde junho de 2018

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 8/7/2020 - 18h02

Depois de fechar abril com uma redução na queda de assinantes por causa da quarentena, a TV paga voltou aos níveis preocupantes de fuga de clientes nos meses pré-pandemia do novo coronavírus. Com 15,2 milhões de contratos válidos no fim de maio, o mercado tem o seu índice mais baixo desde agosto de 2012 --na época, em movimento de ascensão.

Segundo dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) divulgados nesta quarta (8), o Brasil fechou maio com 15.247.641 assinantes, uma queda de 75.676 contratos em relação ao balanço do mês anterior. Em abril, a fuga de clientes tinha sido de apenas 25.917. Ou seja, a queda praticamente triplicou.

Uma das explicações para a queda ter diminuído no quarto mês foi que, por causa da pandemia de Covid-19, as operadoras de TV paga disponibilizaram gratuitamente o sinal de alguns canais premium, como Telecine e HBO, para seus clientes. Agora, apenas jornalísticos e infantis seguem de graça para quem não os teria no pacote.

A TV paga acumula quedas sucessivas desde junho de 2018, quando registrava 17.940.970 contratos ativos. Mas o mercado enfrenta uma crise sem precedentes desde setembro de 2016 --o único mês em que a base de assinantes no país passou de 19 milhões (19.012.106, para ser exato).

Quando considerados os dados dos últimos 12 meses, a TV por assinatura sofreu um duro baque: foram 1.695.144 clientes que cortaram o serviço, ou 10% da base registrada em maio de 2019. Ou seja: no último ano, um de cada dez assinantes abriu mão de ter canais pagos em suas residências ou negócios.

A luz no fim do túnel para as operadoras de TV paga parece ser os Estados das regiões Norte e Nordeste. Apenas nas unidades federativas de lá o balanço da Anatel aponta crescimento no número de contratos --mas não o suficiente para equilibrar as perdas de Sudeste, Sul e Centro-Oeste.

Em maio, Alagoas (0,1%), Bahia (1,1%), Maranhão (0,3%), Pernambuco (0,2%), Piauí (1%), Rio Grande do Norte (0,4%) e Sergipe (1,3%) ganharam contratos no Nordeste. Amazonas (0,4%), Amapá (2,9%) e Pará (1%) cresceram no Norte.

São Paulo, maior mercado do país, registrou queda de 0,5%, o que representa 27.624 assinantes que cortaram o cabo. É um número maior do que todos os clientes do Acre, que conta com 25.462 contratos ativos segundo os dados de maio.


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