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HISTÓRIA DO RAP

Usado para driblar a ditadura, TTK é desvendado em documentário da Amazon

DIVULGAÇÃO/AMAZON MUSIC

Imagem de Filipe Ret nas gravações do clipe Tributo ao TTK

Filipe Ret durante gravações do clipe Tributo ao TTK; documentário da Amazon desvenda tema

ERICK MATHEUS NERY

erick@noticiasdatv.com

Publicado em 23/8/2021 - 6h15

Um dos berços do rap no Rio de Janeiro (RJ), o bairro do Catete também foi o ponto de partida do TTK, linguagem utilizada para driblar os fiscais da Ditadura Militar (1964-1985). O minidocumentário Tributo ao TTK, realizado pelo Amazon Music, desvenda as origens deste movimento e mostra seus impactos na cultura urbana carioca.

"Toda gíria é uma maneira de você se comunicar sem os outros entenderem o que você está falando. Isso vem desde os primórdios, de revoluções populares. Foi uma língua da área que virou uma linguagem do Rio", pontua MC Akira Presidente.

No material disponibilizado nesta segunda-feira (23) no Amazon Music e no canal do YouTube do serviço de streaming, integrantes deste cenário explicam como o TTK influencia o rap.

A Gualin do TTK é uma linguagem na qual as sílabas das palavras são ditas fora de ordem. Por exemplo, TTK significa Catete: quando dito ao contrário, Catete fica "Teteca", termo lido como TTK. No documentário, Marcelo D2 explica que esta forma de comunicação já era utilizada em outros países, como na Argentina.

"A galera falava isso para fugir da polícia, e a malandragem trouxe isso para o Catete. Tive um problema com a Gualin do TTK (risos), teve uma galera que usou isso muito bem, para fazer rap inclusive. Na minha opinião, música tem que ter esse impacto social forte, investir, ajudar. Arte é isso", destaca ele.

No material, o telespectador também conhece a história do bairro carioca. "Do jeito que o Catete é, com tudo isso de ter uma cultura urbana muito forte de pichação, tudo o que tem relação com o rap, estava propício para estourar alguma coisa ali. A gente tem que ver que o rap é uma música regional e que tem diferença do rap do Catete para o do Madureira", complementa D2.

O documentário conta com a direção criativa do rapper Filipe Ret, que relembra a sua trajetória no bairro: "O mundo da pichação, a música, o baile de corredor e o de favela permearam muito na área. A primeira vez que fui conhecido como Ret, que me trouxe uma identidade na rua, foi através da pichação. Você ganha uma identidade".

Para complementar a produção, Ret também lançou a música Tributo ao TTK, ao lado dos parceiros BK, Sain, Mãolee, DJ Erik Skratch e 2Nunaip. "Fizemos um resgate aqui da raiz da rapaziada. Os royalties que ganharíamos, fizemos a doação direta aos projetos sociais da comunidade, além de jogar o holofote dos artistas para esses projetos", destaca ele.  

Tributo ao TTK será lançado nesta segunda-feira (23), no aplicativo do Amazon Music e no canal do YouTube da plataforma.

Confira a música Tributo ao TTK:


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