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RINHA DE GIGANTES

Godzilla vs. Kong compensa trama fraca com batalha épica entre monstros

Fotos: Divulgação/Warner Bros./Legendary Pictures

King Kong dá um soco em Godzilla em cena do filme Godzilla vs. Kong

Cena de uma das batalhas de Godzilla vs. Kong; filme estreia nos cinemas do Brasil nesta quinta-feira (6)

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 6/5/2021 - 6h55

Filme com a maior bilheteria desde o início da pandemia de Covid-19, Godzilla vs. Kong chega ao cinemas do Brasil nesta quinta-feira (6) pouco mais de um mês após a sua estreia mundial em outros países e na HBO Max. Para quem é fã de um bom entretenimento, a batalha épica entre os monstros compensa a trama fraca que envolve os humanos.

No chamado "Monsterverse", nomenclatura usada para descrever o universo de monstros iniciado em Godzilla (2014), as criaturas gigantes sempre foram o destaque. O imenso lagarto já enfrentou diversos tipos de rivais, de pássaros jurássicos a um dragão de três cabeças. Em todas as tramas, foram as lutas que mais chamaram a atenção do público.

No quarto filme da franquia, que ainda teve Kong: Ilha da Caveira (2017) e Godzilla: Rei dos Monstros (2019), os embates épicos mais uma vez roubam a cena, muito por conta de um erro cometido em quase todos os antecessores: a narrativa pouco interessante reservada aos humanos.

Em Godzilla vs. Kong, a humanidade está assustada. O lagartão, que ficou anos sem dar as caras e foi considerado um herói após derrotar Guidorah (o dragão de três cabeças), parece ter se voltado contra aqueles que antes protegia. Sem explicação, ele ataca uma das usinas da Apex, empresa gigante de tecnologia na Flórida, nos Estados Unidos, causando terror e mortes.

Godzilla no modo full pistola

O ataque inesperado de Godzilla coloca as autoridades e a Monarch, empresa que há décadas monitora os titãs pelo mundo, em alerta. Mas enquanto os soldados pensam em meios para revidar, Madison Russell (Millie Bobby Brown) suspeita que a raiva do gigante direcionada aos humanos tem algum motivo misterioso por trás.

Quem concorda com essa teoria é Bernie Hayes (Brian Tyree Henry), cientista e dono de um podcast centrado em teorias de conspiração que trabalha infiltrado na Apex para tentar descobrir projetos secretos. Por serem fãs de seu trabalho, Madison e seu melhor amigo, Josh (Julian Dennison), o procuram e formam um trio inesperado em busca de respostas.

Se a jornada de Madison e seus amigos faz pouco sentido em uma história minimamente crível --mesmo se tratando de um filme sobre monstros gigantes--, o arco envolvendo Kong é um pouco mais interessante.

O gorila gigante passou os últimos anos vivendo em uma redoma construída para representar o seu habitat após a destruição da Ilha da Caveira. Ilene Andrews (Rebecca Hall) e sua filha adotiva, Jia (Kaylee Hottle), são as responsáveis por ele, sendo que a criança é a única pessoa viva que consegue se comunicar com Kong.

A construção da redoma, porém, tem uma importância ainda maior. Com Godzilla livre pelo mundo e tendo tomado para si o "posto" de macho alfa da Terra, a presença de Kong significaria uma ameaça. A reserva, então, foi construída como uma forma de protegê-lo de ataques do lagartão.

Parte do núcleo de humanos do filme

São os avanços de Godzilla contra a humanidade que colocam o gorila na rota dos humanos. Walter Simmons (Demián Bichir), CEO da Apex, contrata o cientista Nathan Lind (Alexander Skarsgård) para liderar uma expedição à Terra Oca, espécie de mundo subterrâneo que eles acreditam ser o lar de origem dos titãs. Lá, há uma substância capaz de ajudá-los a criar uma arma que possa derrotar o lagarto.

Para guiá-los pelo caminho, eles precisam de Kong, o que os obriga a se unirem a Ilene e sua filha. Com a entrada para a Terra Oca localizada na Antártida, o percurso longo acaba sendo uma estrada ampla para o encontro entre os titãs --o que dá início ao confronto inevitável.

A batalha entre os titãs é, de longe, a melhor parte do filme. A direção de Adam Wingard e os efeitos visuais elevam o nível da produção e entregam a luta que fãs tanto aguardaram. Para aqueles que não entendiam como um gorila poderiam enfrentar um lagarto que solta poderes pela boca, o longa deixa claro que nada é tão simples assim.

Outro acerto de Godzilla vs. Kong é que Wingard parece ter entendido que o público de um filme de monstros clama, necessariamente, pelos monstros. Por conta disso, o espaço reservado para os humanos é menor em comparação às produções anteriores, reservando o destaque principalmente para Kong.

Visualmente belo, Godzilla vs. Kong é um claro exemplo de como a experiência de ir ao cinema faz falta em tempos como o da pandemia. Ver os titãs trocando socos, chutes e mordidas sempre será empolgante, mas a falta que faz as telonas para uma produção desta magnitude apenas aumenta o desejo de que esse momento não demore (ainda mais) a passar.

Assista ao trailer legendado de Godzilla vs. Kong:


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