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VOZES E VULTOS

Atriz de Mank, Amanda Seyfried troca o Oscar por casa assombrada em novo filme

Divulgação/Netflix

Amanda Seyfried olha pela janela em cena do filme Vozes e Vultos

Amanda Seyfried em cena de Vozes e Vultos; atriz saiu do glamour do Oscar para uma casa assombrada em novo filme

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 30/4/2021 - 6h55

Indicada ao Oscar 2021 de melhor atriz coadjuvante por Mank (2020), Amanda Seyfried saiu do glamour da maior festa de Hollywood para os arrepios de uma casa assombrada em Vozes e Vultos (2021), novo terror da Netflix que estreou na quinta (29) no catálogo da plataforma.

Na trama, uma adaptação do livro All Things Cease to Appear (2016), escrito por Elizabeth Brundage, Amanda interpreta Catherine, uma jovem mãe e dona de casa dos anos 1980 que aceita se mudar com o marido da cidade grande para o interior. No entanto, a casa escolhida, uma bela residência do século 19, tem uma história sombria.

Logo em seus primeiros dias no local, tanto Catherine quanto sua filha, a pequena Franny (Ana Sophia Heger), descobrem que não estão sozinhas ali. Luzes piscando e vultos mexendo cadeiras, como ditam as regras dos filmes de terror, se mostram presentes desde o início. Por outro lado, o marido cético da protagonista, George (James Norton), não dá bola para isso.

Apesar de se encaixar (e ser descrito) como um filme de horror, Vozes e Vultos chama a atenção por, muitas vezes, navegar em outros gêneros. Em certas sequências, há um ar de suspense psicológico misturado com o drama de um casamento em crise.

DIVULGAÇÃO/NETFLIX

George e Catherine parecem o casal perfeito

O maior exemplo desta "dança" entre os gêneros é a ligação apresentada de Catherine com os espíritos. Os diretores Shari Springer Berman e Robert Pulcini são competentes na hora de criar a tensão pré-sustos com aparições fantasmagóricas, mas a presença sobrenatural que habita a residência, por incrível que pareça, não está lá sedenta por sangue.

Com a "ameaça" fantasma estabelecida na história, Vozes e Vultos começa a explorar a verdadeira história que de fato quer contar: a relação entre Catherine e George.

Jovens, belos e talentosos, eles parecem o casal perfeito, mas entre quatro paredes a história é outra. Ela abdicou da carreira para se dedicar à família, mas o marido dá pouco valor e muitas vezes diminui os problemas da mulher --sem contar o abuso de seu charme para conquistar o coração das jovens estudantes da faculdade na qual se tornou professor.

Enquanto Catherine analisa a história sórdida da casa e tenta estabelecer relacionamentos na cidade, seu marido se torna cada vez mais controlador e errático. Aos poucos, a verdade personalidade de George é revelada, e sua derrocada surge ao mesmo tempo em que o filme revela o que de fato aconteceu na residência e com seus antigos moradores.

Recém-integrada à desejada lista de atrizes indicadas ao Oscar, Amanda tem uma atuação protocolar. Catherine é menos interessante do que os mistérios do filme, e o roteiro pouco investe para que a protagonista saia dessa posição. Na maior parte da trama, a personagem fica relegada a apenas ser o elo que ligará os pontos que apresentarão a resposta no terço final.

Vozes e Vultos se assemelha a uma salada de clichês que retirou seus ingredientes de diferentes gêneros do cinema. Há os sustos, os segredos obscuros, o previsível adultério revelado em pequenos detalhes e até a melhor amiga que, assim que começa a saber demais, tem o seu destino obviamente decretado. A impressão que fica é a de que o material original poderia ter sido melhor aproveitado.

Assista ao trailer legendado de Vozes e Vultos:


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