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Por que a Globo cortou Maju Coutinho e Bocardi do Carnaval? Dinheiro explica

DANIELA TOVIANSKY E JOÃO COTTA/TV GLOBO

Rodrigo Bocardi e Maju Coutinho durante preparação para cobertura do Carnaval de 2023 na Globo; ele veste camisa azul e ela está no sambódromo do Rio

Rodrigo Bocardi e Maju Coutinho durante preparação para cobertura do Carnaval de 2023 na Globo

DANIEL CASTRO

dcastro@noticiasdatv.com

Publicado em 20/10/2023 - 21h00

A exclusão de Maju Coutinho, Rodrigo Bocardi e Aline Medlej das transmissões do Carnaval de 2024, após apenas um ano como apresentadores, não tem a ver com qualquer avaliação feita pela Globo do desempenho dos três jornalistas. O motivo foi o fracasso comercial do Carnaval 2023, do qual os três não têm nenhuma culpa.

A Globo passou o maior sufoco com o Carnaval de 2023. Vendeu apenas uma cota, para a Brahma, e teve prejuízo. Para mudar esse cenário em 2024, a emissora resolveu transformar a transmissão em um evento mais atraente para os anunciantes, com mais oportunidades de exposição das marcas.

Para tanto, foi necessário excluir o departamento de Jornalismo, que sempre comandou as transmissões. No ano que vem, as áreas de Entretenimento e Esportes serão as responsáveis pelo show. É que, pelas normas da Globo, jornalistas do departamento de Jornalismo não podem fazer publicidade nem aparecer junto a marcas. E é justamente isso o que a Globo está oferecendo de novo aos anunciantes.

As transmissões, tanto no Rio de Janeiro como em São Paulo, serão ancoradas por Karine Alves, Alex Escobar e Milton Cunha. Karine, a novidade no time, é sambista e cantora. E, assim, como Escobar, trabalha para o departamento de Esportes, como repórter e apresentadora, onde a publicidade é liberada após avaliação da chefia.

daniela tOviansky, FrANCISCO CEPEDA EJOÃO COTTA/TV GLOBO

Karine Alves, Milton Cunha e Alex Escobar

No Upfront 2024, evento na última quinta (19) em que a Globo apresentou ao mercado publicitário oportunidades comerciais em sua programação do ano que vem, a emissora deu uma prévia de como vai vender o Carnaval.

Exemplo de backdrop mostrado no UpFront 2024

Repórteres na concentração e na dispersão dos sambódromos farão entrevistas à frente de backdrops, como são chamados painéis que ficam no fundo dos enquadramentos de câmera, mas visíveis. Nesses backdrops, a Globo vai exibir marcas dos patrocinadores da transmissão.

As marcas também aparecerão em camarotes nos sambódromos de São Paulo e Rio de Janeiro. A Globo promete em 2024 "um olhar 360º" dos sambódromos. Ou seja, seus anunciantes poderão aparecer em qualquer lugar e a qualquer tempo durante as transmissões.

Ainda não foram definidos os repórteres que farão a cobertura dos desfiles, mas, pelas normas da Globo, eles não serão do departamento de Jornalismo, como sempre foram até 2023. Serão repórteres do Esporte ou que atuam em programas de entretenimento, como o Mais Você e Encontro.

No plano comercial, a emissora oferece um Carnaval "mais leve, mais dinâmico e mais entretenimento" e diz que "100% dos talentos estão disponíveis para ações comerciais". Isso quer dizer que os apresentadores poderão, hipoteticamente, aparecer tomando cerveja no final dos trabalhos.

Outra mudança radical no Carnaval de 2024 é o preço. As cotas de patrocínio, que encalharam a R$ 42 milhões em 2023, estão sendo oferecidas a R$ 23,8 milhões. São quatro.

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