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TECNOLOGIA

Globo se une ao Google em parceria exclusiva para fazer a 'TV do futuro'

Reprodução/TV Globo

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Reportagem do Fantástico mostra bastidores de gravação durante pandemia: novas tecnologias

DANIEL CASTRO

dcastro@noticiasdatv.com

Publicado em 7/4/2021 - 13h11

A Globo e o Google Cloud anunciaram nesta quarta-feira (7) uma "ambiciosa" parceria, inédita no mundo todo, que permitirá à emissora ter acesso a tecnologias da gigante da internet e, consequentemente, poderá mudar a forma como se produz e consome TV aberta e streaming.

A Globo vai usar os serviços de armazenamento na nuvem e compartilhar competências do Google em inteligência artificial e machine learning para modernizar suas operações. Com o acordo, a emissora espera bater novos recordes de votações no Big Brother Brasil.

Globo e Google definiram a parceria como um acordo de "coinovação tecnológica", em que ambas as empresas trabalharão juntas em buscas de soluções inéditas no mercado. O Google já tem parcerias dessa envergadura com empresas de vários segmentos, como bancos e automóveis, mas nenhuma com emissora de TV.

"A Globo foi a empresa de mídia global que a gente escolheu para esse desenvolvimento", afirmou a um grupo de jornalistas na manhã desta quarta Marco Bravo, head do Google Cloud no Brasil. "É uma parceria para impactar a indústria de mídia em nível global", completou Eduardo Lopez, presidente do Google Cloud na América Latina.

O acordo com o Google tem previsão de durar sete anos e se insere na ambição da Globo de se transformar em uma empresa "media tech", para poder competir, no Brasil, com gigantes mundiais do entretenimento como Netflix, Amazon e Disney.

Nos próximos dois anos, a Globo vai migrar para os servidores do Google todos os dados que mantém em datacenter próprio, na zona oeste do Rio. A ideia é que todo o seu acervo de novelas e programas, hoje 70% digitalizado, seja integralmente armazenando em nuvem, reduzindo custos.

"A nuvem permite elasticidade [no consumo de servidores]. Você pode provisionar recursos de acordo com o tamanho de sua demanda", justificou Raymundo Barros, diretor de Estratégia e Tecnologia da Globo. Com o acordo, a emissora não terá mais problemas para suportar grandes votações online ou enormes picos de acessos no Globoplay, como as que ocorreram recentemente com BBB21.

A nuvem também será utilizada para transmissões ao vivo e gravações. Em breve, jogos de futebol serão gerados por meio da estrutura do Google. "Aqueles grandes caminhões que a gente costuma levar para os estádios vão ficar obsoletos. Vamos precisar apenas de uma van com um datacenter que conecta câmeras e microfones. E os técnicos, diretores e apresentadores poderão estar trabalhando em suas próprias casas", exemplificou Barros.

Novelas também poderão ter suas cenas enviadas diretamente da câmera para a nuvem, para que editores a finalizem de suas casas. Atualmente, devido à pandemia, 600 profissionais de pós-produção já trabalham remotamente por meio da nuvem. Com o Google, isso ficará mais rápido e barato.

A parceria também dará à Globo uma vantagem competitiva, porque o aplicativo do Globoplay passará a ser nativo dos televisores com o sistema operacional Android, que será tropicalizado.

Assim, nos televisores Android produzidos no Brasil, haverá uma tecla de acesso direto ao Globoplay no controle remoto e será possível migrar da TV aberta para o streaming de "uma maneira muito suave e fluida", sem a necessidade de acionar vários comandos.

"Isso significa que quem está vendo BBB na TV aberta vai receber uma oferta na tela para continuar assistindo ao BBB no Globoplay usando apenas uma tecla do controle remoto", ilustrou Raymundo Barros. E o Globoplay, afirmou ele, vai suportar o "efeito rajada", que é um gigantesco número de acessos que ocorre, por exemplo, quando termina um capítulo de novela ou episódio de BBB21, "travando" a experiência do telespectador.

"Nenhum player de streaming consegue hoje fazer essa ponte entre a TV aberta e o streaming", disse Marco Bravo, do Google.

Segundo Raymundo Barros, graças às aplicações de inteligência artificial e machine learning do Google, o Globoplay ficará muito mais personalizado, como já é a home da Netflix. "Cada usuário terá um Globoplay diferente, muito aderente ao que gosta de assistir", adiantou.

A parceria também envolve a área de publicidade. A Globo tem a ambição de, com a integração entre TV aberta e internet, fazer a entrega de mídia programática, ou seja, levar a cada telespectador um anúncio diferente, conforme seu perfil e comportamento de consumo. Ninguém entende melhor disso do que o Google. Com a parceria, a Globo vai poder conhecer melhor cada um de seus mais de 100 milhões de telespectadores/usuários.

Confira o vídeo de apresentação da parceria:


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