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Doce Veruska

Viúva de Boechat relembra jornalista no aniversário da filha: 'Cuidando da gente'

Reprodução/Facebook

Ricardo Boechat com Veruska e as filhas, Valentina e Catarina, durante viagem de férias da família - Reprodução/Facebook

Ricardo Boechat com Veruska e as filhas, Valentina e Catarina, durante viagem de férias da família

REDAÇÃO

Publicado em 18/3/2019 - 14h00

Viúva de Ricardo Boechat, a jornalista Veruska Seibel lembrou o cuidado paternal do marido, que morreu em um acidente de helicóptero no mês passado, em postagem no Instagram nesta segunda-feira (18). O texto homenageou os 13 anos da primogênita do casal, Valentina. "Estaremos sempre juntas para o que der e vier. Onde estiver, seu pai está cuidando da gente e babando a moça incrível que você está se tornando", escreveu.

Além do texto parabenizando a adolescente, Veruska compartilhou quatro fotos da garota com o pai em sua festa de aniversário do ano passado. Na ocasião, o então âncora da rádio BandNews e do Jornal da Band vestiu uma fantasia para combinar com a decoração do evento. 

"Não há prova de amor maior do que ele ter se vestido de burro falante no ano passado só para atender ao traje da sua festa à fantasia", disse a jornalista, que era carinhosamente chamada de doce Veruska no programa matinal da rádio.

Na vida pessoal, Ricardo Boechat era conhecido por ser um pai presente na vida dos seus filhos, sendo as duas caçulas frutos da união com Veruska, com quem o jornalista era casado desde 2005.

Desde que o âncora morreu no acidente, a viúva já compartilhou outras 29 postagens saudosas --inclusive no dia da queda, classificado como o pior da vida dela. No início do mês, a jornalista postou uma foto com as duas filhas, na qual afirmou que se fortalece nas meninas para superar a perda. "O fã-clube do Ricardo Boechat reunido para me ajudar a ficar de pé e seguir a vida", escreveu.

Confira o texto compartilhado por Veruska para relembrar o carinho do jornalista: 

"Treze anos da primogênita mais amada, digital, linda, diva, inteligente, educada, do bem e a cara do pai. Te amo mais que tudo nesse mundo, Valentina! Estaremos sempre juntas para o que der e vier. Onde estiver, seu pai está cuidando da gente e babando a moça incrível que você está se tornando. Não há prova de amor maior do que ele ter se vestido de burro-falante no ano passado só para atender ao traje da sua festa à fantasia. Feliz aniversário, meu amor! Você é puro brilho."

Acidente e trajetória

Em 11 de fevereiro, o jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, havia ido a Campinas, no interior de São Paulo, para fazer uma palestra sobre ética em uma convenção para funcionários de uma empresa farmacêutica. No retorno para a capital, o helicóptero que transportava o jornalista caiu sobre um caminhão na altura do quilômetro 7 do Rodoanel.

Boechat nasceu em Buenos Aires, na Argentina, em 1952, e era filho de um diplomata. Começou a carreira como repórter em 1970, no Diário de Notícias, foi secretário de comunicação de Moreira Franco no governo do Estado do Rio de Janeiro, em 1987, e entre os anos 1980 e 1990 foi repórter e colunista dos jornais O Globo, Jornal do Brasil e O Estado de S.Paulo.

A carreira na televisão começou em 1997, quando ganhou um quadro de opinião no Bom Dia Brasil. Permaneceu no Grupo Globo até 2001, quando foi demitido após se envolver num escândalo de empresas de telefonia. A revista Veja publicou na época uma reportagem em que trazia conteúdo de telefonemas entre Boechat e o jornalista Paulo Marinho, em que eles conversavam sobre o conteúdo de reportagens sobre a guerra pelo controle e companhias telefônicas no Brasil. Marinho trabalhava para um aliado da TIM.

Mesmo após o escândalo, Boechat continuou considerado como um dos jornalistas mais importantes e influentes no Brasil. Ele foi colunista do Jornal do SBT e chegou a gravar o piloto de um telejornal para a emissora, que nunca se concretizou. Também foi colunista do jornal O Dia e professor de jornalismo na Faculdade da Cidade, no Rio de Janeiro.

Boechat entrou para a Band em 2006, como diretor de jornalismo da sucursal do Rio de Janeiro. Se mudou para São Paulo em fevereiro daquele ano para ser âncora do Jornal da Band, mesma função que exercia no Jornal BandNews, que apresentou na rádio até ontem. O jornalista também mantinha uma coluna na revista IstoÉ.

Ao longo da carreira, Boechat recebeu diversos prêmios por sua atuação no jornalismo. Foram três prêmios Esso (em 1989, 1992 e 2001) e nove Comunique-se (em 2006, 2007, 2008, 2010, 2012, 2013, 2014 e 2017). Ao receber tantos troféus, entrou para a Galeria de Mestres do Jornalismo da premiação e foi considerado hors-concours nas categorias Apresentador/Âncora de Rádio e Colunista de Notícia. Foi eleito como o jornalista mais admirado do Brasil em 2014 e 2015. 

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