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CONSCIÊNCIA NEGRA

Toni Garrido quebra barreira e revela que luta contra o racismo é 'mola' de sua vida

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

O cantor e apresentador Toni Garrido em entrevista por videoconferência ao RJ1

Toni Garrido durante entrevista ao RJ1 neste sábado (21); cantor exalta lideranças negras

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 21/11/2020 - 12h37

Toni Garrido avaliou que a luta contra o racismo foi fundamental para que ele quebrasse diversas barreiras em sua trajetória. O cantor lembrou que, por exemplo, foi o primeiro da família a entrar em uma universidade. "De lá para cá, todos os meus sobrinhos alcançaram o ensino superior", disse o cantor em entrevista ao RJ1 neste sábado (21).

Aos 53 anos, o artista afirmou que enfrentar o preconceito foi uma espécie de "mola" propulsora para romper com as estatísticas e assegurar um futuro digno para os seus familiares. "Hoje eu tenho um sobrinho que é professor e está fazendo mestrado na Universidade do Porto, uma das mais antigas no mundo. Fico feliz da vida", confidenciou.

O vocalista ainda apontou que, antes dele, muitas mulheres negras abriram espaço na sociedade em busca de um mundo mais justo e igualitário. "Minha mãe, Tereza Garrido, é uma delas. No caso dos homens, lembro de Luiz Gama [1830-1882], que foi escravo e se tornou o primeiro jurista preto. Tony Tornado, sem dúvida, é um zumbi moderno", listou.

A matriarca, no entanto, se despediu em setembro em meio à pandemia de coronavírus (Covid-19). "Ela não partiu por conta da doença, mas pela fim do seu tempo de vida. Mexeu comigo sim. A minha filha Vitória também foi morar sozinha", relembrou.

Por conta da crise sanitária, Toni ainda não retomou os shows e se dedica a outras atividades. "Apresentar ou fazer uma locução me dá a possibilidade de trabalhar nesse momento tão difícil. Os músicos serão a última leva a voltar ao batente com dignidade e segurança", lamentou.

A música, aliás, também foi fundamental para que ele deixasse a Vila Kennedy, na zona oeste do Rio de Janeiro, para rodar o mundo com a banda Cidade Negra. "As comunidades podem falar muita coisa por conta de movimentos culturais, como é o caso do Afroreggae. São eles que acreditam na rapaziada, como diria o Gonzaguinha (1945-1991)", arrematou Garrido.


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