VÍDEOS ANTIGOS VIRALIZARAM

Renato Aragão critica piadas com religião do Porta dos Fundos e a web não perdoa

Reprodução/Twitter

O humorista Renato Aragão sozinho em entrevista para o Na Moral, comandado por Pedro Bial na Globo, em 2013

Renato Aragão condenou sátiras sobre fé das pessoas em entrevista de 2013 para o Na Moral, de Pedro Bial

REDAÇÃO - Publicado em 17/12/2019, às 13h58

Renato Aragão virou um dos assuntos mais comentados do Twitter na manhã desta terça-feira (17). Ele foi envolvido na polêmica levantada pelo filme A Primeira Tentação de Cristo, do Porta dos Fundos disponível na Netflix. Em um vídeo de 2013, o humorista criticou sátiras sobre a fé. "Não precisa usar religião para fazer humor", disse ele. A web não perdoou e relembrou piadas com o tema feitas por Aragão em Os Trapalhões (1966-1995).

O longa assinado por Fábio Porchat levantou um debate sobre o limite do humor e gozações sobre religião. No vídeo 'ressuscitado' por internautas, Renato Aragão aparece em uma entrevista para o programa Na Moral (2012-2014), comandado por Pedro Bial na Globo.

Ao lado de Gregório Duvivier, também do Porta dos Fundos, o comediante deu sua opinião sobre humor envolvendo fé. "Nunca passei por esse temor de fazer piada contra religião, porque a gente não precisa disso", condenou o eterno Didi.

"Acho que até agride. Uma coisa que agride é você criticar a religião da pessoa: muçulmano, católico, evangélico", completou ele. Confira o vídeo resgatado pelos internautas:

Rapidamente, a web 'ressuscitou' trechos do extinto Os Trapalhões em que ele faz sátiras justamente com nomes religiosos. Em uma das publicações, Aragão aparece vestido de diabo no céu. Veja:

Em outra publicação relembrada pelos internautas, ele surge vestido de padre e fazendo piadas com o nome e função de alguns santos. Confira:

Chamado de hipócrita na internet, ele ainda teve vídeos antigos com Mussum, seu companheiro de Os Trapalhões, tirados da gaveta. Na esquete, ele aparece chamando o parceiro de "crioulo". Veja:

O filme A Primeira Tentação de Cristo, recém-lançado pela gigante do streaming, tem incomodado os religiosos mais conservadores por fazer uma sátira sobre Jesus Cristo, interpretado por Duvivier. Na produção, ele se apaixona por Orlando, vivido por Fábio Porchat, e o apresenta à família como seu namorado.

Recentemente, o bispo Carlos Alves, número um da dramaturgia da Record, pediu boicote ao filme de Porchat. Para ele, a obra é uma blasfêmia e afronta aos religiosos. "Esse lixo feito pelo Porta dos Fundos e exibido pela Netflix desrespeita os católicos, evangélicos e cristãos em geral. E sobretudo, desrespeita a Deus", disse em seu Instagram.

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