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BRUNA SURFISTINHA

Raquel Pacheco revela que foi abusada pelo pai adotivo aos sete anos

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

A ex-garota de programa Bruna Surfistinha/Raquel Pacheco olha séria em foto publicada no Instagram

Raquel Pacheco em foto publicada em seu perfil no Instagram; Bruna Surfistinha falou sobre trauma

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 11/2/2021 - 10h36

Raquel Pacheco, que trabalhou durante anos como garota de programa sob o codinome Bruna Surfistinha, revelou que foi abusada pelo pai adotivo quando tinha apenas sete anos. "Acordei com o meu pai passando a mão no meu corpo", disse a escritora, que só entendeu o ocorrido como assédio sexual recentemente.

A professora de workshops sobre performance sexual contou em entrevista à revista Marie Claire sobre os traumas de infância, incluindo a relação com seus pais, que a adotaram quando ela tinha cinco anos. Até hoje, Raquel não conheceu oficialmente seus pais biológicos.  

"Eu tinha uns sete anos e acordei com o meu pai passando a mão no meu corpo. Me assustei, mas não tinha noção do que estava acontecendo e aquilo nunca mais se repetiu. Mas só entendi e elaborei isso muito recentemente", disse Pacheco.

"Em uma [consulta de] constelação familiar, passei a suspeitar que minha mãe biológica engravidou de um estupro e confirmei isso no terreiro [de umbanda] onde trabalho. Numa dessas práticas de constelação, minha mãe adotiva não conseguia olhar para a minha mãe biológica. Parei [de ir] por causa da pandemia, mas entendi, com isso, que meu pai adotivo pode ser meu pai biológico", constatou a ex-garota de programa. 

Em seguida, ela explicou melhor sobre o método pseudoterapêutico que não é comprovado cientificamente. "Na constelação familiar, minha mãe biológica não conseguia ficar frente a frente com o meu pai. Ele chorava e também não conseguia olhar para a minha mãe, mas com um sentimento diferente. Ele sentia culpa, e ela mágoa", começou.

"Daí, a consteladora interpretou isso como se ela tivesse sido estuprada pelo meu pai. Depois, conversei com um guia do meu terreiro e ele sugeriu que fui fruto de um abuso e que a minha mãe tentou me abortar, não conseguiu e quase morreu. Minha adoção eu ainda não consegui decifrar. Porque não existe nenhum documento de adoção, e sei que isso é algo muito burocrático", completou.

"Meus pais me contaram apenas que minha mãe adotiva queria ter mais um filho, não podia mais engravidar por um problema uterino e me pegou para criar", resumiu a autora da autobiografia O Doce Veneno do Escorpião, publicada pela Panda Books em 2005.

Apesar dos problemas e traumas de infância, Raquel ressaltou que tinha um carinho muito grande pelo pai. "Não tive um pai herói, como acredito que a maioria das mulheres tem vontade de ter. E me culpava por isso porque sempre quis conquistar esse homem, sem entender que ele era abusador. Sentia que precisava dar a ele todo o amor que eu conseguisse", disse.

"Quando percebi que não conseguiria conquistar o amor do meu pai, quis incomodá-lo. Ele sempre foi muito preconceituoso. Lembro de a gente assistindo à primeira edição do Big Brother e de ele dizendo: 'Mulher que aparece na televisão de biquíni, tomando sol na piscina, é puta'. Se via alguém de short na rua, era puta", relembrou a escritora. 

Bruna Surfistinha inspirou o filme homônimo protagonizado por Deborah Secco, em 2011, e a série Me Chama de Bruna (2016-2020), com Maria Bopp. Na vida real, Raquel fugiu de casa aos 17 anos e entrou no mundo da prostituição para sobreviver. 

"No dia em que eu fugi de casa, meu pai estava dormindo, roncava, e eu fiquei na porta do quarto conversando com ele mentalmente. Pensava: 'Quando o senhor acordar, não vou estar mais aqui'. Minha mãe vi na hora em que saí. Eu sempre saía pela cozinha, e a pia era na frente da porta. Ela estava ali de costas, daí falei: 'Tchau, mãe. Estou indo para a escola'. Ela nem se virou, só respondeu um tchau seco", contou Raquel, chorando.

"É muito difícil lembrar disso, porque os dois deram as costas para mim, em vários momentos em que eu precisei deles", concluiu ela. 

Perdão 

Ainda na conversa com a Marie Claire, Raquel Pacheco declarou que gostaria de pedir perdão ao casal que a criou, independente de tudo. "Minha fuga aconteceu de maneira muito brusca. Por mais que não tivessem tanto afeto por mim, eles sentiram. Tanto é que, quando eu fui ao Poupatempo pra tirar outra via do meu RG, um ano depois de sair de casa, eu constava como desaparecida. O fato de o meu pai ter tido esse cuidado é sinal de que se preocupou, procurou por mim", avaliou. 

"Sinto culpa porque, querendo ou não, meu pai investiu muito em mim. Em escola, cursos de inglês, de informática. Me deu uma vida muito confortável, e eu frustrei as expectativas dele. Em um dos meus ciclos depressivos, veio um arrependimento em relação ao que eu tinha feito da minha vida. Me perguntava muito: 'E se eu não tivesse saído de casa, me prostituído, será que minha vida seria outra?'. Mas esses questionamentos logo passaram", finalizou. 


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