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MOMENTO DIFÍCIL

Rafael Portugal encara pânico na pandemia: 'Tinha que fazer rir quando estava mal'

Cleiby Trevisan/Comedy Central

Rafael Portugal está vestido com asas e auréola de anjo e abre os braços em cena do A Culpa É do Cabral

Rafael Portugal na décima temporada do A Culpa É do Cabral; humorista teve crise na pandemia

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 22/10/2021 - 14h50

A pandemia de Covid-19 afetou a população do mundo todo de maneiras diferentes, mas o comediante Rafael Portugal foi atingido em cheio pela crise. Ele admite que a necessidade de ser engraçado durante um período em que milhares de pessoas morriam todos os dias abalou sua saúde mental.

"Foi muito punk. Tinha que fazer as pessoas rirem enquanto eu estava mal, triste com as coisas que estavam acontecendo. Eu perdi gente próxima de mim para a Covid, estava triste para caralho", confessa ele em conversa com o Notícias da TV.

O desabafo não é apenas mimimi: Portugal precisou se consultar com profissionais da saúde para entender o que estava acontecendo com ele. "Foi a primeira vez que me peguei diante de uma síndrome do pânico bem forte, me sentia angustiado. Tive que conversar com psicólogo, psicanalista, tomar remédio...", lembra.

Apesar de as apresentações de stand-up que ele fazia normalmente terem parado no ano passado e no início de 2021 por causa da crise de saúde mundial, ele continuou fazendo rir com vídeos do Porta dos Fundos realizados em esquema de home office.

Durante a pandemia, também comandou o CAT BBB, na Globo, e gravou o programa A Culpa É do Cabral em um novo esquema, com distanciamento do elenco no palco e sem plateia física --a décima temporada estreia nesta segunda (25), às 22h, no Comedy Central.

Companheiro de Portugal no humorístico, Thiago Ventura concorda que o coronavírus dificultou a vida de quem faz rir para pagar as contas. "A gente se desdobra para tentar achar uma comédia de cotidiano quando não existe cotidiano. Eu perco o meu dia inteiro e preciso fazer piada sobre o meu dia? Não tem nada nele para fazer piada! Durmo e acordo querendo chorar porque preciso fazer piada com o meu dia. Então fechou um pouco o cano da criatividade", confessa.

Por outro lado, a procura por conteúdos divertidos disparou nesse período. "O brasileiro, mais do que qualquer outro povo, quer muita comédia. Eu ganhei quase 2 milhões de seguidores durante a pandemia, porque as pessoas estavam sedentas para consumir algo que as tirasse dessa rotina para baixo, de 'meu Deus, o povo está passando fome, tem gente morrendo no hospital'", explica Ventura.

O humorista voltou a apresentar seu espetáculo em teatros, mas com a plateia reduzida a 40% da capacidade. Mesmo com menos público, o nível de risos está maior. "A galera está sedenta mesmo, eu nunca senti um volume de risadas tão alto quanto agora. É como se dissessem: 'Pode me mandar qualquer coisa que eu vou rir, estou sem rir há dois anos'. Então eu acho que o mercado do humor vai voltar mais aquecido do que estava."


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