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Ex-jurada do America's Got Talent, Gabrielle Union denuncia emissora por racismo

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Imagem de Gabrielle Union com macacão azul decotado no palco do America's Got Talent

Gabrielle Union no America's Got Talent; atriz denunciou emissora norte-americana por discriminação racial

REDAÇÃO

Publicado em 5/6/2020 - 10h51

Demitida do America's Got Talent em dezembro do ano passado, Gabrielle Union-Wade entrou na Justiça norte-americana com uma queixa de discriminação racial contra a NBC, emissora que exibe o reality show nos Estados Unidos. A atriz ainda afirmou que foi ameaçada por Paul Telegdy, presidente do canal, para que ela não denunciasse os casos de racismo nas gravações do programa.

A denúncia, feita no Estado da Califórnia, se estende também aos produtores do reality de talentos, segundo informações da revista Variety. Os acusados no processo que corre no Departamento Estadual de Emprego Justo e Habitação são as produtoras Syco, do executivo britânico Simon Cowell, e a FremantleMedia. A NBCUniversal, dona da NBC, também foi denunciada.

Após a demissão de Gabrielle e de outra jurada, Julianne Hough, diversas denúncias sobre o ambiente tóxico das gravações foram divulgadas. Além de apresentações com blackface terem sido aprovadas por produtores, reclamações sobre o cabelo de Union e um caso de racismo envolvendo Jay Leno, um dos convidados do programa, vieram à tona.

Em defesa, um porta-voz da NBCUniversal disse que as acusações de ameaça são "categoricamente falsas", mas que as de racismo foram investigadas. "Levamos a sério as preocupações da Sra. Union e contratamos um investigador externo que encontrou uma cultura abrangente de diversidade no programa", diz a nota enviada à Variety.

A emissora e as produtoras relataram que foram realizadas mais de 30 entrevistas para analisar as denúncias e constataram que de fato, algumas áreas podem ser aprimoradas. "A NBCUniversal continua comprometida em criar um ambiente de trabalho inclusivo e solidário, onde pessoas de todas as origens sejam tratadas com respeito", afirmou o porta-voz.

Em resposta ao comunicado, o advogado da atriz, Bryan Freedman, acusou a NBC de usar um jogo de palavras para dizer que Telegdy não ameaçou Gabrielle de forma direta e disse que o quinto parágrafo da reclamação deixa claro que a ameaça foi feita por meio de um agente do presidente da emissora ao agente de Union.

"Esconder-se atrás do fato de que Telegdy não a chamou diretamente, não o absolve da conduta injusta", disse o defensor.

"Se o Sr. Telegdy desejar ver registros telefônicos a partir da data de sua ameaça, podemos disponibilizá-los para o mundo inteiro", assegurou o advogado, lamentando a postura da NBC. "É triste, mas não surpreendente que, em vez de abordar sua própria discriminação racial, a NBC queira tentar evitar os problemas sistêmicos", declarou.

"Meu objetivo é uma mudança real, não apenas neste programa, mas na empresa-mãe. Começa de cima para baixo", afirmou Gabrielle, referindo-se à NBCUniversal. "Quero criar um ambiente mais feliz, inclusivo, protegido e saudável em um local de trabalho", disse ela.

Apoio ao movimento antirracista

Freedman ironizou o canal por seu apoio ao movimento #BlackLivesMatter (Vidas Pretas Importam), que ganhou força nos EUA após o assassinato de Geroge Floyd: "Quando Gabrielle informou a NBC de conduta racial ofensiva durante as gravações, a mesma não se posicionou em 'ultraje por atos de racismo'", criticou ele. "Em vez disso, dirigiu seu 'ultraje' à Union pela denúncia", continuou.

O advogado de Gabrielle disse ainda que a atitude de Telegdy foi um nítido contraste com a declaração da NBC sobre racismo: "O que foi realmente um 'ultraje', foi o fato do presidente da NBC Entertainment ameaçar a Sra. Union na tentativa de silenciá-la sobre dizer a verdade. Será necessário mais do que um tuíte para demonstrar que a NBC pretende criar um ambiente livre de racismo", finalizou.

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