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ASCENSÃO METEÓRICA

Chicungunha: Como ex-estagiário se tornou o Galvão Bueno do Desimpedidos

Reprodução/Instagram

Chicungunha durante transmissão do Desimpedidos

Chicungunha durante transmissão do Desimpedidos; narrador começou como estagiário

ANDRÉ ZULIANI

andre@noticiasdatv.com

Publicado em 12/9/2021 - 6h45

De estagiário a narrador oficial do Desimpedidos. Essa é a trajetória de Henrique Pedrotti, mais conhecido como Chicungunha, voz do futebol feminino e prestes a se tornar o Galvão Bueno de um dos canais brasileiros mais populares do YouTube.

Aos 26 anos, Chico --como é chamado pelos colegas-- se tornou um dos principais destaques do Desimpedidos ao lado de figuras como Fred e Bolívia. O narrador viu a sua vida mudar em 2016, quando foi convocado para liderar uma visita ao Camp Nou, o estádio do Barcelona, na Espanha.

Na ocasião, Fred e Bolívia tinham sido chamados para ir a Barcelona fazer uma entrevista para o Desimpedidos. Embora ainda fosse apenas um estagiário do canal, Chico já fazia aparições em outras atrações e foi chamado para substituí-los no evento.

O roteiro era relativamente simples: o grupo iria assistir a uma partida do Barcelona pela Champions League, gravar cenas enquanto brincavam com a bola dentro do Camp Nou e presenciar uma coletiva de Neymar, na época um dos craques do time ao lado de Lionel Messi e Luis Suárez.

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Chicungunha na transmissão da Florida Cup

Ao chegar para o trabalho, a equipe ficou sabendo de um detalhe que não havia sido informado. Neymar iria selecionar alguns veículos para dar entrevista exclusiva após a coletiva. A lista contava com vários nomes tradicionais do mundo todo. Para a sua surpresa, o craque escolheu o Desimpedidos para representar o Brasil.

"E, no caso, quem estava lá era eu! Estagiário, com seis meses de casa. No dia anterior eu fiquei muito nervoso, preparando pergunta, perguntando para os inscritos do canal o que fazer. Eram 10 minutos com o Neymar em uma salinha dentro do estádio. E eu me vi entrando com nosso câmera, o Munhoz, que foi com a gente. O Neymar gostou pra caramba, até passou do tempo, ficou uns 15 minutos falando com a gente, conversando e fazendo brincadeira", relembra Chico em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.

Na época com 21 anos, Chicungunha percebeu naquela oportunidade que a sua vida havia mudado. Ao terminar a entrevista, ele encontrou diversos rostos conhecidos da imprensa, alguns dos quais acompanhava desde pequeno, e apenas o jovem estagiário do Desimpedidos havia tido a oportunidade de falar com o maior jogador brasileiro da década.

Um moleque que nunca imaginou que ia trabalhar com futebol e pensei: ‘Caralho, acho que minha vida deu uma leve mudadinha'. Fiquei meio emocionado porque eu sabia o tamanho da importância daquilo, mas não tinha imaginado, porque não era meu sonho de moleque estar ali. Eu me vi pensando nos meus amigos que são viciados em futebol que queriam estar ali e são advogados, médicos. Lembrei do meu avô, que era são-paulino doente, só falava de futebol. E aí pensei: 'Caramba, acabei de fazer um negócio muito legal e só tenho 21 anos'.

De lá para cá, a vida do jovem estagiário deu uma guinada. Henrique Pedrotti se tornou o Chicungunha do Desimpedidos e agora lidera eventos, narra transmissões do Campeonato Brasileiro de futebol feminino e já teve um programa próprio dentro do Desimpedidos. As comparações com Galvão Bueno são quase inevitáveis, visto que o principal nome do jornalismo esportivo da Globo é, inclusive, fonte de imitações de Chico.

Assim como para muitos iniciantes no jornalismo, Galvão Bueno é um modelo a ser seguido para Chicungunha. Um dos maiores ícones do jornalismo esportivo brasileiro, o narrador da Globo é uma das principais inspirações para o seu trabalho.

"Galvão Bueno, por ser o maior ícone que a gente tem, dispensa comentários e apresentações, é a voz mais conhecida do Brasil, que representa tudo. Quando se fala de narração, não tem como não falar do Galvão. Também me inspiro muito no André Henning, da TNT, que virou um grande camarada. Eu o chamo de professor, de padrinho, porque ele é um cara gigante, que não precisava nunca me ajudar. Eu sou um tremendo fã", revela.

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Chicungunha e Fred no Desimpedidos

Início no teatro

Diferentemente de muitos profissionais da imprensa, Chicungunha foi parar no jornalismo esportivo sem querer. O agora narrador deu os seus primeiros passos para se apresentar no teatro, aos nove anos, e alimentou durante anos o sonho de se tornar ator. 

À reportagem, Henrique contou que se formou como ator aos 16 anos e se profissionalizou pensando em buscar uma carreira artística, fosse em cima dos palcos ou na televisão. A transição para o comunicação aconteceu apenas durante a faculdade, quando precisou encontrar o seu primeiro emprego.

Em casa, o narrador conta que sempre teve o apoio dos pais. Tradicionalmente, a carreira de ator é vista com maus olhos por ser uma área seletiva e com poucas oportunidades para todos, mas Chicungunha diz que isso nunca foi um problema na sua criação.

"Com a minha companhia de teatro, para alugar locais, pagar aluguel, eu sempre tive trabalhos alternativos, porque o teatro em si não me dava dinheiro. E é a grande paixão da minha vida até hoje. Então eu fiz faculdade de Publicidade, mas meus pais sempre me apoiaram. Minha mãe é dentista, meu pai é engenheiro e eles nunca 'não deixaram' que eu fizesse teatro, muito pelo contrário. Sempre assistiram às peças e tudo", lembra.

A escolha por Publicidade, segundo Henrique, foi por ser o curso "de muitos que não sabem qual carreira seguir". Em paralelo aos estudos, ele continuava com seus trabalhos como ator, até que uma antiga chefe na revista Trip --que lhe deu o seu primeiro emprego no jornalismo-- o recomendou para Bolívia, um dos principais nomes do Desimpedidos.

Entrei como estagiário no Desimpedidos sem saber nada de futebol. Sou são-paulino, acompanhava um pouco do São Paulo, mas eu não era um cara de futebol. E aí eu entrei no Desimpedidos, e as coisas começaram a acontecer para mim. Ali, como estagiário, de pouquinho em pouquinho, fui fazendo conteúdo e as coisas foram acontecendo.

Estabelecido como um dos grandes nomes do canal, Chico afirma não pensar em rótulos. Em sua visão, ele é não é um narrador ou um apresentador. A sua veia artística permite que ele exerça outras funções sem perder as raízes na atuação.

"Acho que minha veia como ator me possibilita tudo isso. Viver várias coisas. Então não me considero hoje em dia um apresentador, um narrador. Eu sou um ator apresentador quando estou apresentando. Sou um ator narrador quando estou narrando. E o teatro me deu base para fazer tudo, ter facilidade e conseguir ter a desenvoltura de fazer tudo que é preciso", acrescenta.

A fama, no entanto, ainda assusta Chicungunha. Com mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais, o narrador confessa à reportagem que ainda se surpreende com a repercussão de seu trabalho e a resposta vinda do público. Pela pouca idade, ele acredita que precisa aproveitar ao máximo a experiência que está conquistando no Desimpedidos.

"Eu fico assustado, mas muito feliz, cara. Eu sou um moleque novo que vive essas paradas, então eu tento aproveitar tudo o que faço a cada segundo, todo mundo com quem estiver eu tento trocar ideia, sugar o máximo de experiência que eu possa ter, porque eu não sei se isso vai ser para sempre. Tomara que seja, mas pode ser que ano que vem não tenha mais! Então eu tenho que aproveitar tudo muito intensamente. Nem nos meus maiores sonhos eu imaginava que isso tudo iria acontecer", finaliza.

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