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NA JUSTIÇA

Chamada de boneca assassina, Ana Paula Renault sofre derrota para Sonia Abrão

REPRODUÇÃO/RECORD E REPRODUÇÃO/REDETV!

Montagem com imagens de Ana Paula Renault e Sonia Abrão

Ana Paula Renault levou Sonia Abrão à Justiça por ter sido xingada de Annabelle em rede nacional

Ana Paula Renault sofreu a primeira derrota na Justiça para Sonia Abrão. A apresentadora do Triturando, do SBT, processou a rival da RedeTV! e pediu indenização de R$ 300 mil por difamação e danos morais após ter sido chamada em rede nacional de Annabelle --em referência à boneca macabra que protagoniza o filme homônimo lançado em 2014.

No despacho da juíza Patrícia Martins da Conceição, protocolado em 2 de outubro no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, constam várias negativas aos pedidos de Ana Paula.

Além da indenização, a funcionária de Silvio Santos queria que seu nome não voltasse a ser citado pela rival no A Tarde É Sua, em seus perfis pessoais nas redes sociais ou em entrevistas. Também pediu para a RedeTV! fornecer a íntegra do programa exibido em 3 de outubro de 2018, ocasião em que foi chamada de Annabelle por Sonia. A juíza impugnou todas as reivindicações.

Ana Paula processou Sonia por conta dos comentários feitos sobre sua participação no reality show A Fazenda em 2018. A apresentadora da RedeTV! teria dito que a rival havia agredido fisicamente outro participante dentro do reality show da Record, além de incitado os telespectadores a pedirem sua expulsão do confinamento. 

Na ação, ela se diz perseguida pela apresentadora da RedeTV!, que passou a chamá-la de Annabelle, apelido maldoso que ganhou de Nadja Pessoa e Evandro Santo dentro do confinamento. Os comentários, segundo Ana Paula, difamaram sua imagem e ainda hoje ela diz receber ataques virtuais de desconhecidos por conta da postura de Sonia Abrão.

Ao julgar improcedentes todos os pedidos da apresentadora do SBT, a juíza citou que Ana Paula é uma figura pública, coleciona milhões de seguidores nas redes sociais e foi expulsa por agressão do BBB16, da Globo, antes de ser escalada para A Fazenda. E considerou que os comentários de Sonia se restringiam às participações da rival em reality shows.

"Dos documentos juntados nos autos e transcrições da gravação, não se observa qualquer ofensa deliberada à imagem ou honra da autora, mas tão somente a retratação de fatos e opiniões dos envolvidos sobre a conduta da autora e fatos narrados. Tampouco se denota qualquer promoção de ódio ou violência contra a autora, de modo a confirmar o caráter informativo e jocoso do programa", escreveu a juíza no despacho.

A respeito do pedido de não ter mais o nome citado por Sonia em qualquer plataforma, seja na TV ou na internet, Patrícia Martins da Conceição considerou que tal ação seria "passível de configurar verdadeira censura prévia injustificada, vedada pela Constituição Federal".

Por fim, derrubou o pedido de indenização de R$ 300 mil pelo fato de Ana Paula Renault ter procurado a Justiça somente em 2019, um ano após o fim do reality, quando ela já não era mais citada por Sonia Abrão e seus fofoqueiros no A Tarde É Sua.

"A veiculação de notícia e reportagem de cunho informativo, sem qualquer ofensa à imagem e honra da autora, sem que tenha sido provada sua inveracidade, não configura ato ilícito. Por conseguinte, não havendo violação a direito da personalidade, improcedem os pedidos iniciais", diz a decisão.

Além de julgar improcedentes todos os pedidos, a juíza ainda obrigou Ana Paula a pagar as custas e despesas processuais, além de arcar com os honorários advocatícios de todas as partes que ela envolveu no processo (Sonia Abrão, RedeTV! e a produtora Câmera 5).

Vai recorrer

Ana Paula Renault irá recorrer desta decisão. Ela contratou um novo escritório de advogados para cuidar do caso e acredita que os erros de seus antigos representantes a fizeram sair derrotada em primeira instância.

Ao Notícias da TV, a jornalista disse que não entendeu as decisões da juíza, sobretudo o fato de não pedir à RedeTV! a entrega da íntegra do programa em que foi chamada de Annabelle.

"Cabe recurso e tenho que entender o porquê de o juiz não autorizar produzir a prova. O programa retirado da plataforma do YouTube da RedeTV! é prova irrefutável", avaliou.


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