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FIM DA BRIGA?

Após derrota na Justiça, Sikêra Jr. fecha acordo e fica proibido de ofender Xuxa

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Montagem com Sikêra Jr. e Xuxa Meneghel

Sikêra Jr. e Xuxa Meneghel; comunicador fez acordo com MP e está proibido de ofender a loira

ERICK MATHEUS NERY

erick@noticiasdatv.com

Publicado em 7/6/2022 - 17h30

Após ser condenado a indenizar Xuxa Meneghel em R$ 300 mil, Sikêra Jr. fez um acordo com o Ministério Público do Amazonas. O comunicador concordou com a proibição de ofender a rainha dos baixinhos pelos próximos cinco anos. No entanto, o trâmite jurídico não anula a multa financeira, que ainda deverá ser paga.

"Estava claro que Sikêra Jr. seria condenado ao final do processo, e ele então optou por fazer um acordo direto com o Ministério Público. A defesa de Xuxa pedirá que qualquer valor que ele venha a ter que pagar em razão deste processo seja revertido em favor de instituições que cuidam de animais", explicaram Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, advogados de Xuxa Meneghel, em nota enviada ao Notícias da TV.

"Importante esclarecer que esse acordo não o livra da condenação, no âmbito da esfera cível, de pagar R$ 300 mil reais para a apresentadora. Além disso, como Sikêra Jr. não poderá mais fazer uso de um acordo como essa transação penal, espera-se que ele não ofenda a mais ninguém a partir de agora", complementaram os advogados.

Com o acordo, Sikêra Jr. não será processado criminalmente por causa das ofensas contra Xuxa. As informações sobre o acordo foram antecipadas pela coluna do jornalista Leo Dias, do Metrópoles.

O Notícias da TV entrou em contato com a RedeTV!, com a equipe do apresentador Sikêra Jr. e com o Ministério Público do Amazonas, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

Entenda o caso

Os ataques de Sikêra a Xuxa Meneghel começaram em 2020, depois que a apresentadora compartilhou um vídeo que o jornalista exibiu no Alerta Nacional, no qual um homem aparecia estuprando uma égua. Sikêra fez graça com a situação e convocou dois membros de seu programa para simularem a cena ao vivo.

Xuxa se manifestou em repúdio a isso nas redes sociais, e Sikêra iniciou os ataques. Ele a chamou de pedófila, usando como argumento o fato da apresentadora ter atuado no filme Amor Estranho Amor (1982), e a acusou de fazer apologia às drogas. Em uma entrevista, a apresentadora disse que sua mãe, Alda Meneghel (1937-2018), usava maconha medicinal para amenizar sintomas de sua doença degenerativa. Sikêra se lembrou desta informação e a usou contra Xuxa.

Ele também afirmou que a apresentadora incentiva as crianças a "safadeza, putaria e suruba", devido ao lançamento do livro Maya, o Bebê Arco-Íris, em que Xuxa conta a história de uma garotinha que tem duas mães.

Diante das acusações, a apresentadora levou o caso à Justiça e alegou que "o conteúdo exibido e prolatado pelo requerido é calunioso". Xuxa afirmou que os comentários do funcionário da RedeTV! "não se tratam de liberdade de expressão, mas de abuso de direito".

Em 24 de março, a juíza Ana Cristina Ribeiro Bonchristiano, da 3º Vara Cível de Osasco (SP), julgou procedente o pedido de Xuxa e condenou Sikêra Jr. e a RedeTV! a indenizarem a rainha dos baixinhos em R$ 300 mil. "A condenação, na espécie, tem caráter educativo de desestimular a reincidência", reforçou a magistrada nos autos divulgados em primeira mão pelo Notícias da TV na ocasião.


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