INFLAÇÃO EXPLICA

Sem reajuste, prêmio do BBB desvaloriza mais de R$ 600 mil em dez anos

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Montagem de fotos com Marcelo Dourado (campeão do BBB10) e Paula von Sperling (vencedora do BBB19)

Marcelo Dourado (campeão do BBB10) e Paula von Sperling (vencedora do BBB19): prêmio desvalorizou

VINÍCIUS ANDRADE - Publicado em 21/01/2020, às 05h33

Os 18 participantes do BBB20 entrarão na casa nesta terça-feira (21) com o objetivo de saírem com o polpudo prêmio de R$ 1,5 milhão. O valor entregue pela Globo ao campeão da 20ª temporada, porém, não vale tanto quanto antes. Sem reajuste desde o BBB10, quando saltou de R$ 1 milhão para o valor atual, a premiação sofreu com a inflação dos últimos anos.

Um levantamento feito pelo professor de Economia e coordenador do Centro de Pesquisa da Unialfa, Aurélio Troncoso, a pedido do Notícias da TV, aponta que o poder de compra de R$ 1,5 milhão em 2010 hoje equivale a pouco mais de R$ 875 mil --uma desvalorização de R$ 625 mil.

Essa redução acontece em virtude do índice de inflação, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é medido mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para calcular a variação dos preços para o consumidor final.

Em 18 anos, o Big Brother Brasil reajustou seu prêmio apenas duas vezes: em 2005, no BBB5, Jean Wyllys se tornou o primeiro confinado a ganhar R$ 1 milhão --nas quatro primeiras edições, o prêmio era de R$ 500 mil. Cinco anos depois, um novo aumento elevou o pagamento para R$ 1,5 milhão.

O valor deixou de ter um poder de compra milionário em 2016, quando Munik Nunes ficou com o equivalente a R$ 979.619,37.

De acordo com projeções do mercado financeiro, o índice de inflação em 2020 deve ficar em 3,56%. Ou seja, ao final deste ano, o prêmio do campeão valerá R$ 844.456,60, aplicando a inflação acumulada desde o início de 2010.

Veja abaixo a tabela elaborada pelo economista Aurélio Troncoso com a desvalorização do prêmio de R$ 1,5 milhão do Big Brother Brasil ano a ano, considerando o IPCA:

Campeão Poder de Compra Ano IPCA
Marcelo Dourado R$ 1.500.000,00 2010 5,91%
Maria Melilo R$ 1.411.350,00 2011 6,50%
Fael Cordeiro R$ 1.328.927,16 2012 5,84%
Fernanda Keulla R$ 1.250.387,56 2013 5,91%
Vanessa Mesquita R$ 1.170.237,72 2014 6,41%
Cézar Lima R$ 1.045.373,36 2015 10,67%
Munik Nunes R$ 979.619,37 2016 6,29%
Emilly Araújo R$ 950.720,60 2017 2,95%
Gleici Damasceno R$ 915.068,58 2018 3,75%
Paula von Sperling R$ 875.629,12 2019 4,31%
? R$ 844.456,60 2020 3,56% (projeção)

Fonte: IBGE - 2019 / Estudo do Centro de Pesquisa da Unialfa

Mudanças no Big Brother Brasil

Para o poder de compra atual ser o mesmo de 2010, o prêmio do BBB20 deveria ser de aproximadamente R$ 2,6 milhões. Apesar de não ter o reajuste financeiro no valor do prêmio final, o reality da Globo passou a dar a chance de os participantes saírem da casa com uma profissão: a de influenciador digital.

Nos últimos anos, nomes como Ana Paula Renault, Hariany Almeida, Danrley Ferreira, Hana Khalil e Ana Clara Lima, apesar de não terem vencido, deixaram o confinamento com milhões de seguidores no Instagram e passaram a ganhar com publicidade em suas redes sociais, possibilidade que os competidores de edições mais antigas não tiveram.

Nove dos candidatos da 20ª temporada são figuras conhecidas da TV, internet e do esporte. De acordo com o diretor J.B. Oliveira, o Boninho, esse time de pessoas com alguma exposição na mídia, do grupo Camarote, aceitou entrar no jogo sem cachê. Assim como os outros, o grande desejo deles é ganhar R$ 1,5 milhão e uma exposição diária em rede nacional pelos próximos três meses na TV.

"É Camarote, mas nem tanto. A turma teve que topar entrar em condições iguais a turma da Pipoca. Sem nada extra! Brother é brother! Então é isso aí. Entra todo mundo de olho nesse R$ 1,5 milhão. Foram com a cara e a coragem", escreveu o chefão do BBB20 em seu Instagram na segunda (20). Veja o post abaixo:

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