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Por que o BBB21 parou o Brasil? Diferenças com reality nos EUA ajudam a explicar

DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

O apresentador Tiago Leifert posa ao lado de um homem fantasiado que segura um certificado do Guinness World Records

Tiago Leifert comemora entrada do programa no Guinness World por recorde de votação

CLARA SERRANONI

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 20/4/2021 - 6h50

O BBB21 fez --e ainda faz-- o Brasil parar. Enquanto participantes desta edição acumulam milhões de seguidores nas redes sociais, na versão dos Estados Unidos o engajamento é quase insignificante. E algumas diferenças nas regras e no formato do jogo ajudam a explicar esse fenômeno.

O número de fãs dos brothers na versão brasileira do reality cresce exponencialmente. Juliette Freire, por exemplo, ainda nem saiu da casa e já ocupa o terceiro lugar no ranking de popularidade de ex-BBBs, com mais de 21,8 milhões de seguidores no Instagram.

Já na edição americana, o participante mais seguido é Frankie Grande, que conta com pouco mais de 2 milhões --e isso só porque é irmão da cantora Ariana Grande. Segundo um levantamento do site Screen Rant, a segunda gringa mais seguida é Nicole Franzel, que já participou do programa três vezes e tem "apenas" 735 mil fãs --até Kerline Cardoso, a primeira (e inexpressiva) eliminada do BBB21, está à frente da americana nesse quesito.

Voto popular x júri 

No Big Brother Brasil, o público tem o poder de decidir o futuro dos jogadores e fazer justiça com as próprias mãos. Esse aspecto faz com que todos queiram acompanhar a trajetória de seus favoritos e vilões a cada passo e definir o final preferido de suas "novelas da vida real".

Já no programa norte-americano, ao chegar em determinado ponto do jogo, os participantes eliminados passam a morar em outra casa e formam o júri. Eles é que ficam responsáveis por escolher, entre os dois últimos competidores, o grande campeão.

Jogo x convivência

Na versão nacional, é comum que o espectador selecione seu favorito rapidamente. O fato de o público acompanhar diariamente as atitudes de cada um dos jogadores contribui para a compreensão de "quem é quem" e qual o lado "certo" da disputa.

No Big Brother EUA, não funciona bem assim. O foco dos participantes é o jogo, e a convivência fica em segundo plano. É comum ver amigos se traírem ou estratégias malucas serem criadas em momentos de desespero pré-eliminação. E se engana quem pensa que as armações não dão frutos; muitas vezes, os próprios inimigos votam para o estrategista ser o campeão.

DIVULGAÇÃO/CBS

Julie Chen, apresentadora do Big Brother EUA

Pautas sociais

No BBB21, alguns assuntos sociais entraram em cena, como no caso do comentário do Rodolffo sobre o cabelo do professor João Luiz. Isso contribui para que a população se envolva e discuta questões relevantes que não estão presentes apenas no universo do entretenimento.

No programa dos Estados Unidos, questões polêmicas costumam ser varridas para baixo do tapete. A escolha do elenco também interfere nesse aspecto, os personagens selecionados são americanos que reforçam alguns padrões. Mas os telespectadores se posicionaram a favor da diversidade, e a emissora CBS concordou que 50% dos elencos dos realities teriam de ser formados por minorias a partir de 2021.

"Nos Estados Unidos, a emissora ignorava as bandeiras levantadas pelo público. Em uma determinada época, passaram a colocar avisos de conteúdo inapropriado quando o episódio tocava em questões de preconceito mas, na prática, não tinha muita conversa", explica Victor Cavalcanti, advogado e que acompanha edições do Big Brother em vários países diferentes.

Programa popular

Também por causa das discussões sociais, o público do reality brasileiro passou a conversar sobre o programa em casa, na escola e nos encontros de bar. A atração deixou de carregar a faixa de "entretenimento burro" e passou a interferir no modo como enxergam determinadas pautas.

O Big Brother EUA, entretanto, é visto como um besteirol americano, e o povo não costuma transformar espaços de convivência em grandes rodas de debate sobre o programa. Além disso, é difícil se posicionar a favor de um ou outro jogador, já que qualquer um deles está predisposto a falar alguma barbaridade.

Cavalcanti explica que o medo do cancelamento é menos presente no reality americano. "Os participantes não têm papas na língua. Alguns chegaram a perder seus empregos do lado de fora mas, lá dentro, a produção só chamou para uma conversa, que não mudou nada." 

Redes sociais

É comum que a produção escolha seguir uma linha de raciocínio sobre a história que deseja contar ao longo da edição. Entretanto, no Brasil, essa prática foi completamente modificada quando as redes sociais explodiram. Hoje em dia, o público acompanha o programa por todas as plataformas e a qualquer hora. Por isso, se qualquer fala for omitida, a direção será cobrada por isso. 

"O público acompanha no Twitter ou no Instagram e consome o conteúdo o dia inteiro, isso faz com que eles escolham até a narrativa da edição. Quando o Boninho não exibe algo, eles sobem hashtags e vídeos daquele determinado trecho", opina Cavalcanti.

A história é diferente no que se refere ao reality gringo. O programa tem uma periodicidade diferente, ou seja, não é transmitido diariamente para quem está no sofá. Em função disso, é possível montar uma narrativa com o elenco, mesmo que seja escondendo determinadas conversas.


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