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PRIMEIRA FAZENDEIRA

Tachada de mandona, Erika é vítima de machismo em A Fazenda 13; entenda

REPRODUÇÃO/RECORD

Imagem de Erika Schneider chorando com chapéu de fazendeira no quarto de A Fazenda 13

Erika Schneider em A Fazenda 13; bailarina sofreu machismo enquanto foi fazendeira

PAOLA ZANON

paola@noticiasdatv.com

Publicado em 29/9/2021 - 8h00

Erika Schneider é a primeira mulher de A Fazenda 13 a usar o chapéu de fazendeira. Seu mandato, no entanto, não tem sido muito bem aceito pela maioria dos homens --e algumas mulheres-- que estão no confinamento, e a ex-bailarina do Faustão foi tachada de "abusada e mandona" por seus pedidos, coisa que não aconteceu com Gui Araújo quando ele foi o líder.

As reclamações dos homens começaram quando Erika delegou as tarefas de trato dos animais. Ao perguntar quem poderia cuidar da vaca, ninguém se manifestou, o que demonstrou desrespeito por parte dos peões diante da autoridade dela. Então, a dançarina encarregou para a função Arcrebiano de Araújo, que não ficou nada feliz.

"Quando eu estava lá distribuindo as tarefas, ninguém olhava no meu olho, ninguém me respondeu. Não me senti ouvida como mulher", desabafou ela em uma conversa com MC Gui, que logo se desviou de uma possível acusação de machismo ao dizer que tem mãe, namorada e irmã. O argumento por si só já é considerado machista, já que ter relações com mulheres não impede a prática dos estereótipos de uma sociedade patriarcal. Historicamente, homens e mulheres sempre se relacionaram. 

Depois disso, a maioria dos homens comprou a "dor" de Bil por ficar responsável pela vaca e passou a criticar todas as ações de Erika como fazendeira. Erasmo Viana, Gui, MC Gui e Mussunzinho foram os mais incomodados com os pedidos da bailarina para varrer o chão, cozinhar e lavar a louça. Ou seja, qualquer tarefa doméstica.

Quem também não gostou da postura da fazendeira foi Tati Quebra Barraco, que concordou ao ouvir que Erika estava muito abusada e mandona. A loira, no entanto, nunca fez nenhuma exigência ou ameaça aos peões na hora de tentar organizar a limpeza da casa.

Os mesmos adjetivos não foram empregados para se referir ao ex-namorado de Anitta, encarregado pela distribuição de tarefas da semana anterior. Ou seja, como ele é homem, teve as decisões respeitadas e não precisou aumentar o tom de voz para ser ouvido.

Às vezes eu falo mais alto ou mais firme porque sinto que não sou ouvida como mulher, mas nunca foi na intenção de mandar em alguém ou parecer prepotente.

Ao descobrir o que os peões estavam pensando sobre ela, a dançarina chorou. "Eu pensei que estava ficando louca, porque não enxerguei isso. Mas eu sou proativa e só quis organizar tudo. Eu sou assim", desabafou ela. A distorção dos fatos para fazer uma mulher acreditar que é uma coisa que, na verdade, não é, fazendo-a pensar que é louca, se chama gaslighting e é uma prática muito comum do machismo.

A reação negativa dos peões diante dos pedidos de Erika, bem como as características pejorativas empregadas a ela como fazendeira, mostram uma resistência deles diante da liderança de uma mulher --já que com Gui Araújo, não houve esse problema. A fazendeira acabou se desculpando com os peões por fazer a distribuição de tarefas domésticas --uma reação comum de mulheres que sofrem o gaslighting.

Confira esta reportagem em vídeo:


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