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PRINCESA GUERREIRA

Apesar de buracos no roteiro, Mulan mantém vivo espírito feminista na Disney

DIVULGAÇÃO/DISNEY

A atriz Liu Yifei segura uma espada como a personagem Hua Mulan no filme Mulan, da Disney

Com a atriz Liu Yifei na pele da protagonista Mulan, live-action preserva narrativa "girl power" da Disney

KELLY MIYASHIRO

kelly@noticiasdatv.com

Publicado em 18/9/2020 - 7h05

Apesar de pecar bastante em seu roteiro, o live-action de Mulan cumpre pelo menos a missão de manter vivo o espírito feminista do desenho original da Disney. Com uma trama focada somente na protagonista vivida pela atriz Liu Yifei, o filme deixa completamente de lado a narrativa do "príncipe encantado" para mostrar uma heroína poderosa.

[Atenção: a partir daqui este texto contém spoilers de Mulan]

O longa que está fracassando nas bilheterias de cinemas que reabriram na pandemia da Covid-19 foi idealizado sob um propósito: honrar a China e fazer justiça à lenda de Fa Mulan, a heroína que salvou o país na guerra, já que o desenho foi considerado desrespeitoso e inapropriado quando foi lançado, em 1998.

Não está sendo rentável e também não cumpriu o objetivo. O Global Times, único jornal chinês autorizado a criticar o live-action, atacou o "baixo nível artístico" e a "incompreensão da cultura chinesa" da produção. O Notícias da TV também viu e ficou decepcionado com a falta de profundidade da história, mas reconhece que é uma boa narrativa para inspirar meninas ao redor do mundo.

A trama foca na história de Hua Mulan (Liu Yifei), uma jovem que desde criança era moleca, interessada em aventura e que sempre rejeitou a ideia de se casar. Esta última característica colide diretamente com a cultura asiática, que prega como maior objetivo de uma moça chinesa de respeito encontrar um bom partido para trazer honra à família.

Após decepcionar a casamenteira da vila onde mora, Mulan decide tomar o lugar de seu pai na guerra, já que o idoso com certeza iria morrer no combate. A produção explora esse sacrifício de forma bem superficial, mas compensa ao ressaltar a determinação da personagem em lutar por seus ideais, mesmo em uma sociedade completamente machista.

Diferentemente do desenho, que traz o romance entre a protagonista e Shang (que acabou dividido em dois personagens), o live-action apenas dá a entender o interesse de Honghui (Yoson An) na jovem guerreira. Outro aspecto diferente do longa é o fato de que Mulan mantém os cabelos longos, provavalmente para mostrá-los esvoaçantes e mais bonitos no meio da sequência de guerra.

Uma nova trama interessante e focada no protagonismo feminino é a introdução da bruxa Xianniang (Gong Li), uma mulher marginalizada pela sociedade por possuir poderes mágicos. Aqui, ela é mostrada como a mais poderosa entre todos os soldados e disposta até a se sacrificar por Mulan em nome da sororidade. 

Devido aos números da pandemia no Brasil, que já contabiliza mais de 130 mil vítimas do novo coronavírus, Mulan deve pular as salas de cinema nacionais para ser lançado diretamente no streaming com a chegada do Disney+ no território brasileiro. A plataforma estreia por aqui em 17 de novembro.


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