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ESTRELA DE AS FIVE

Ana Hikari se posiciona contra bifobia e xenofobia: 'Minhas palavras podem ajudar'

REPRODUÇÃO/GLOBOPLAY

A atriz Ana Hikari caracterizada como a personagem Tina da série As Five, do Globoplay

Ana Hikari como a personagem Tina em As Five, série do Globoplay; atriz milita por causas sociais

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 5/5/2021 - 8h50

Estrela de Malhação - Viva a Diferença (2017) e da série As Five, Ana Hikari se posicionou contra a bifobia e xenofobia que já sofreu na vida. "Sinto que as minhas palavras podem ajudar muitas pessoas, principalmente adolescentes", declarou a atriz.

Após os participantes do BBB21 Lucas Penteado e Gilberto Nogueira protagonizarem o primeiro beijo gay da história do reality da Globo, Ana, que também é bissexual, ressaltou a importância do antigo colega de elenco (Penteado interpretou Fio em Malhação) ter assumido sua bissexualidade em rede nacional.

"O que a gente viu ali foi uma amostra do que os bissexuais vivem no Brasil. Existe uma invisibilização muito grande da bissexualidade até mesmo dentro do movimento LGBTQ+", afirmou a artista, sobre o fato do ator ter tido sua orientação desacreditada e invalidada pelos colegas de confinamento, principalmente por Lumena Aleluia.

"Atualmente, por exemplo, eu namoro com um homem, e isso faz com que muitas pessoas me vejam como hétero. Mas não é o que eu sou. Foi, inclusive, essa falta de entendimento que me levou a falar abertamente sobre o tema", explicou Ana em entrevista a Patrícia Kogut, do jornal O Globo.

"Sinto que as minhas palavras podem ajudar muitas pessoas, principalmente adolescentes, a não passarem por todas as questões que eu tive que passar", argumentou a intérprete de Tina na série As Five.

Ativa nas redes sociais, Ana Hikari também aproveita sua visibilidade para falar sobre o preconceito contra descendentes de asiáticos, que vêm sofrendo xenofobia devido à pandemia da Covid-19, já que o coronavírus teve sua origem na China.

"Logo que começamos a ouvir notícias sobre o coronavírus, eu estava num evento e um desconhecido olhou para mim e disse: 'Sai com esse coronavírus daqui, amiga'", relembrou a artista, sobre se ofender ao ser considerada um vírus.

"É importante que as pessoas entendam que, quando eu levanto essa pauta, não é para apagar o racismo contra o negro, que, com certeza, é muito mais grave no Brasil. Mas eu sempre vivi esse racismo desde pequena e só de uns anos para cá é que comecei a entender. A sensação é que a gente não pertence ao próprio país", lamentou.

"E o discurso de pessoas que estão no poder fez com que esse racismo tenha aumentado ainda mais durante a pandemia", completou Hikari.

Novos trabalhos

Após Malhação e As Five, a atriz está no elenco de Quanto Mais Vida, Melhor, próxima novela das sete da Globo escrita por Mauro Wilson. "Este ano eu acabei ficando muito tempo sozinha em casa, inclusive sem ver os meus pais. Então, voltar a trabalhar é ótimo nesse sentido", comemorou.

"Ao mesmo tempo, é claro que traz uma tensão, porque ainda estamos na pandemia. Mas os protocolos são tão rigorosos que eu me sinto mais segura no estúdio do que indo ao mercado, por exemplo", afirmou ela, que interpretará Vanda, uma jovem que toca em uma banda em uma boate.

"Eu tenho uma boa noção de guitarra e violão, então, não precisei fazer nenhuma preparação especial. Acabei também pegando uma noção de teclado com amigos. Além disso, contamos com a ajuda da produção musical da novela. O Jaffar [Bambirra], com quem eu contraceno, também é músico e tem me auxiliado muito", adiantou a estrela.

Para respeitar o isolamento social, Ana Hikari tem vivido no Rio de Janeiro por causa das gravações e diz só sair para o essencial. Seu namorado, o funcionário público Gersínio Neto, inclusive, só a visita de carro, já que ele mora em São Paulo como ela. 

"Eu estou seguindo muito à risca o isolamento e não saio para quase nada, então, preciso me policiar para não deixar a minha rotina virar uma bagunça. Eu tenho lido bastante e feito cursos online. Descobri que sou uma ótima companhia para mim mesma. [O namorado] Ele tem carro, então, pode vir com segurança, sem o risco de ter que pegar uma ponte aérea ou uma rodoviária", finalizou.


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