SECRETÁRIA DE BOLSONARO

William Bonner 'demite' Regina Duarte da Globo ao vivo no Jornal Nacional

FOTOS: REPRODUÇÃO/GLOBO

William Bonner na bancada do Jornal Nacional

William Bonner anunciou a demissão de Regina Duarte da Globo por aceitar convite do presidente Jair Bolsonaro

REDAÇÃO - Publicado em 29/01/2020, às 21h15

A Globo anunciou ao vivo no Jornal Nacional desta quarta-feira que está negociando a rescisão contratual com Regina Duarte. Ela aceitou o convite do presidente Jair Bolsonaro para comandar a Secretaria Especial da Cultura e, por esta razão, terá que abrir mão do emprego de atriz, pois a emissora não permite que seus funcionários ocupem cargos públicos.

"Globo e Regina Duarte estão negociando o fim da relação contratual em função da decisão da atriz de aceitar o convite para ocupar a Secretaria Especial da Cultura", disse Bonner.

Em 20 de janeiro, o apresentador do Jornal Nacional já havia anunciado ao vivo que se a atriz aceitasse oficializar o que ela chamou de "namoro" com o governo de Bolsonaro em "casamento", ela teria que suspender seu contrato com a emissora.

"A atriz Regina Duarte tem contrato vigente com a Globo e sabe que, se optar por assumir cargo público, deve pedir a suspensão de seu vínculo com a empresa como impõe a nossa política interna, de conhecimento de todos os nossos colaboradores", avisou o âncora do JN na ocasião.

Assista ao anúncio feito por William Bonner na noite desta quarta-feira:

Relação com a Globo

Regina Duarte faz parte do "patrimônio moral" da emissora, tal qual Fernanda Montenegro, Lima Duarte e Tony Ramos. Intitulada "namoradinha do Brasil" nos anos 1970, a atriz foi muito importante para a consolidação da emissora como líder de audiência. Sua imagem está associada à renovação do gênero telenovela, no final da década de 1960.

Em seu currículo, ela tem personagens inesquecíveis, como a Viúva Porcina de Roque Santeiro (1985) e a Maria do Carmo de Rainha da Sucata (1990).

Simpatizante de Bolsonaro desde a campanha, em 2018, Regina foi convidada a ser secretária especial da Cultura em 17 de janeiro), após o então titular da pasta, Roberto Alvim, postar um vídeo em que plagiava o ministro da propaganda de Adolf Hitler (1889-1945).

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