Fábrica de Casamentos

SBT incentiva casais gays a se inscreverem em reality de casamentos

Reprodução/SBT

Os apresentadores Chris Flores e Carlos Bertolazzi no lançamento da terceira temporada do Fábrica de Casamentos - Reprodução/SBT

Os apresentadores Chris Flores e Carlos Bertolazzi no lançamento da terceira temporada do Fábrica de Casamentos

FERNANDA LOPES - Publicado em 02/04/2019, às 06h14

A nova temporada do Fábrica de Casamentos, que estreia sábado (6), ainda não celebrará a união de um casal gay, mas o SBT quer mudar isso. A apresentadora Chris Flores e o diretor Marcelo Kestenbaum explicam que o processo seletivo do reality até teve alguns homossexuais, porem eles não passaram em todos os testes. Por isso, a emissora está estimulando mais casais gays a se inscreverem e a não ter medo de contar suas histórias.

Em sua terceira temporada, o Fábrica de Casamentos já virou referência para casais que sonham com uma grande festa para celebrar a união. Tanto que o programa recebeu 300 mil inscrições para essa nova fase.

O processo seletivo para escolher apenas 14 casais no meio de tanta gente funciona em três etapas. A primeira é de avaliação da ficha que os candidatos devem preencher no site do SBT. Os casais já precisam chamar a atenção ali mesmo e dar uma prévia da história de amor dos dois. A segunda acontece por telefone, momento em que a produção quer saber tudo sobre a vida do casal e da família. 

A terceira etapa é de entrevistas presenciais no SBT, não só com os candidatos, mas também com familiares. "Vamos ver se a pessoa não fica acanhada com a câmera. Porque nós ficamos praticamente 24 horas com o casal durante sete dias, então não pode ter vergonha de câmera, não pode ser tímido. Se for, tem que trazer alguma coisa nova pra gente", explica Chris Flores.

Para a apresentadora e o diretor, os casais que quiserem participar do Fábrica precisam caprichar na primeira e na terceira etapas. "Percebemos que às vezes os casais querem [participar], mas não se inscrevem. Precisamos das inscrições no site, da história bem contada. Não basta só colocar ali 'sou fulano de tal, quero casar, meu sonho é ter um casamento tradicional'. Isso já não passa", ensina Chris.

No caso dos casais gays, ela e o diretor destacam que é preciso chegar à terceira temporada sem medo de revelar suas histórias de amor, ainda que haja preconceito por uma parcela da sociedade. 

"Nós invadimos a intimidade da família. Às vezes as pessoas não estão preparadas naquele momento para aquilo. Às vezes tem uma questão de aceitação, de preconceito, é muito difícil, não só da sociedade mas da própria família. Queremos fazer uma coisa linda, não prejudicar ninguém, pelo contrário. Queremos enaltecer o amor e mostrar que todos somos iguais", afirma Chris Flores.

"Gostaríamos de fazer um casamento gay bonito, como todos os outros, mas buscamos histórias. Nos filtros que temos de seleção, ainda não aconteceu. Mas gostaríamos muito, peço mais uma vez que se inscrevam. Queremos para a quarta temporada", complementa o diretor Marcelo Kestenbaum.

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