RAFAEL IHARA

Repórter da madrugada da Globo sofre de estafa e tira licença-médica

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Rafael Ihara em reportagem ao vivo para o Bom Dia São Paulo, telejornal matinal da Globo

Rafael Ihara em reportagem ao vivo para o Bom Dia SP, da Globo, sobre a queda de uma passarela na Marginal Tietê

GABRIEL PERLINE - Publicado em 18/11/2019, às 05h16

O repórter Rafael Ihara tirou licença-médica e se afastou do trabalho na Globo para se recuperar de uma estafa, decorrente de seu trabalho na madrugada. Ele atuava das 23h às 5h, percorrendo as ruas de São Paulo em busca de notícias para o Hora 1 e para o Bom Dia São Paulo, mas o horário ingrato começou a lhe provocar mal-estar.

Ele retornou do período de afastamento nesta semana, e a Globo, para evitar novos contratempos com seu funcionário, alterou seu horário de trabalho.

"A movimentação faz parte de ajustes normais nas escalas. Atualmente, a jornalista Tássia Sena faz o horário da madrugada. O Rafael Ihara está em escalas pela manhã e à tarde", informou a Globo ao Notícias da TV.

Rafael começou a trabalhar na Globo em janeiro de 2017, como estagiário. Passou pela produção do Fantástico e, depois, virou redator do portal de notícias G1. No fim de 2018, quando concluiu o estágio, acabou contratado pela emissora. Em março deste ano fez sua estreia como repórter no Hora 1, quando o telejornal ainda era apresentado por Monalisa Perrone.

Na sexta-feira (15), Ihara passou por treinamento no Globocop, o helicóptero da Globo, com a jornalista Mariana Aldano e compartilhou alguns momentos de sua viagem nos Stories de seu perfil do Instagram.

Ser escalado para trabalhar na madrugada é uma das funções mais temidas pelos jornalistas. Na Globo, diversos profissionais fogem do horário. E não recebem com felicidade o aviso de suas escalações para plantões de fim de semana, cobertura de férias ou licença-médica.

A própria Monalisa Perrone chegou a pedir oportunidades dentro da emissora para mudar de horário. Depois de cinco anos à frente do Hora 1, a apresentadora não teve seu pedido atendido e aceitou a proposta da CNN Brasil. No contrato com o canal de notícias, colocou uma cláusula "antimadrugada".

Christiane Pelajo, Lillian Witte Fibe e Sidney Rezende também tiveram problemas por trabalharem na madrugada, mas o caso mais ruidoso foi o de Izabella Camargo, que foi demitida no fim do ano passado após um período de licença-médica por desenvolver síndrome de burnout. Antes de ser desligada, ela havia pedido para a emissora alterar seu horário, mas não foi atendida. Em julho deste ano, uma decisão judicial determinou que a Globo a reintegrasse a seu quadro de funcionários.

Ao alterar o horário de trabalho de Rafael Ihara, a Globo mostra que mudou sua postura e passou a dar ouvidos às queixas apresentadas pelos funcionários escalados para atuarem na madrugada.

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