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SHARK TANK BRASIL

Papinha orgânica e bosta em lata: reality show vende produtos bizarros

Divulgação/Sony

Participante vestida de vaca oferece adubo para empresários no Shark Tank Brasil - Divulgação/Sony

Participante vestida de vaca oferece adubo para empresários no Shark Tank Brasil

FERNANDA LOPES

Publicado em 13/10/2016 - 5h59

Quando uma participante entrou no estúdio vestida de vaca, os empresários que formam o elenco de Shark Tank Brasil tomaram um susto. O reality show, que estreia nesta quinta-feira (13) no canal Sony, coloca empreendedores em busca de capital para seus projetos diante de "tubarões", como são chamados os investidores famosos e muito bem-sucedidos. No programa, chama a atenção o fato de muitos dos empreendimentos apresentados serem tão inovadores quanto bizarros. A moça vestida de vaca vende um produto chamado Bosta em Lata.

Em cada um dos treze episódios da primeira temporada de Shark Tank Brasil, os empresários avaliam, em média, cinco projetos de jovens empreendedores. No programa de estreia, eles provam uma linha de comidas orgânicas feitas para bebês e ganham latinhas cheias de adubo para "plantas de apartamento" _a tal Bosta em Lata. Os itens frequentemente provocam risadas e brincadeiras, mas o assunto é sério: empresários e empreendedores negociam valores na casa das centenas de milhares de reais.

Os "tubarões" são grandes nomes do empresariado brasileiro: Fernando Assis, conhecido como Sorocaba, cantor e administrador da carreira de vários artistas sertanejos; Cristiana Arcangeli, ex-O Aprendiz e dona de marcas de cosméticos; João Appolinário, fundador da gigante rede varejista Polishop; Robinson Shiba, criador das cadeias de fast-food China in Box e Gendai; Camila Farani, presidente de um grupo de investidores; e Carlos Wizard, dono de redes de escolas, lojas e restaurantes.

Ao longo de três semanas, eles gravaram o reality durante cerca de nove horas por dia, com 40 minutos para avaliar cada caso. Mas toda a experiência que possuem ainda não foi suficiente para facilitar as negociações.

"Apareceram vários 'Professores Pardais' [inventores]. [O participante] entendia demais do produto, mas como iria vendê-lo? Houve situações em que o sujeito não conseguia enxergar o que a gente tinha para somar no negócio dele, ou tinha um bom negócio mas achava que estava sendo explorado, que a gente estava apertando demais. Tinha caso em que o cara avaliava o projeto dele com base em outras empresas, de outros nichos de mercado, e não era aquilo. Aí não fechava o negócio e saía chorando", lamenta Sorocaba.

Divulgação/Sony

João Appolinário, Cristiana Arcangeli e Sorocaba negociam no Shark Tank Brasil, da Sony

Consultoria Tank

De fato, um "não" dos tubarões foi capaz de deixar um participante inconsolável. Após ter seu projeto de uma prótese ortopédica para amputados rejeitado por todos os empresários, um empreendedor não conseguiu segurar o choro.

O problema, segundo eles, foi que o produto ainda não tinha patente e nem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), procedimento que costuma levar no mínimo dois anos para ser concluído. "Quem vai colocar dinheiro numa coisa que tem um risco muito grande de não parar em pé? Tem vários projetos em que não conseguimos investir porque a pessoa não estava preparada. Tem que fazer conta", explica Cristiana.

O fracasso dele, no entanto, comoveu os tubarões. Longe das câmeras, a empresária está ajudando o participante a conseguir um fundo de investimento na área da saúde. 

"Nossa preocupação foi tamanha que a gente acabou, em alguns casos, virando o 'consultoria Tank'. É um programa de negócios, não de caridade. Mas, quando a gente via que a pessoa estava cheia de boa intenção mas estava viajando, a gente fazia uma consultoria mesmo. Temos muita preocupação de não passar para o telespectador a imagem de empresário que quer se aproveitar", diz João Appolinário.

Apreensivo e temeroso, Sorocaba cogitou nem participar do reality. Mas aceitou o convite da Sony pela possibilidade de se tornar um "herói" na TV paga.

"Fiquei muito nessa dúvida por ser cantor: como as pessoas vão me ver lá dentro? Mas pensei que isso não é para TV aberta. Se fosse, eu ficaria com medo [da imagem que poderia aparentar]. Por outro lado, o mecanismo na minha cabeça foi: dentro do programa, vou conseguir explicar [termos específicos de negócios] e tirar essa história do empresário explorador, sugador. Não, é o cara que tem a visão, que pode ajudar as pessoas a crescerem. Os telespectadores vão nos ver mais como heróis do que como vilões", acredita. 

Com formato de sucesso adaptado para mais de 30 países, Shark Tank Brasil será exibido às quintas-feiras no canal Sony, a partir de 21h.


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