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ELLEN FERREIRA

Jornalista é demitida após denunciar assédio em afiliada da Globo

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Imagem de Ellen Ferreira no Jornal Nacional, em outubro de 2019

Ellen Ferreira no Jornal Nacional, em outubro de 2019; apresentadora foi demitida de afiliada da Globo

REDAÇÃO

Publicado em 23/7/2020 - 18h50
Atualizado em 23/7/2020 - 19h00

A jornalista Ellen Ferreira afirma ter sido demitida da Rede Amazônica, afiliada da Globo em Roraima, após ter denunciado o ex-diretor de Jornalismo da emissora, Edison Castro, por assédio. Ela foi uma das apresentadoras do rodízio que o Jornal Nacional promoveu em 2019, e o desligamento ocorreu nesta quinta-feira (23), quando retornou ao trabalho, após ter contraído o novo coronavírus (Covid-19).

"Edison Castro é um psicopata que já havia passado pelas redações de Goiás, Maranhão e Tocantins. Homofóbico, racista, gordofóbico. Praticava assédio moral e sexual, deixou toda a equipe doente. Uma moça da TV Anhanguera [Goiás] chegou a tentar se matar por causa dele. Debochava de um repórter que era gay. Chamou o cabelo de uma repórter negra de moita feia", afirmou Ellen para o jornalista Leo Dias, do portal Metrópoles.

Na entrevista, a jornalista também disse que passou a ter crises de ansiedade por causa do agora ex-chefe. "Ele dizia que eu era repugnante, gorda, que me vestia mal. Me ameaçava de demissão constantemente. A fama dele era de 'o João de Deus da redação'. Havia gente que desejava bater nele", desabafou.

Ela afirmou que não recebeu apoio dos outros chefes da afiliada. Por isso, decidiu enviar um e-mail para Ali Kamel, diretor de Jornalismo da Globo, com todos os relatos do que estava ocorrendo na redação.

"Viver com medo e sensação de que vamos perder emprego é algo sufocante e ruim. Ele [Edison] faz fofocas, intrigas, joga um contra o outro. Estou esgotada. Quando ele chegou a Roraima, pensávamos que seria uma nova era e estamos frustrados com tanta humilhação. Comigo fez uma fofoca e sou a bola da vez, onde me trata um dia bem, outro não, vira a cara e faz ameaças", escreveu Ellen no e-mail.

Além das denúncias de humilhação moral, relatos de assédio sexual também estão presentes na mensagem: "[Ele] É acusado de assédio sexual também, a moça levou pro RH de Manaus [onde fica a sede da Rede Amazônica], mas acabou desistindo por medo dele. E eu só quero trabalhar em paz, sem pressão e humilhação, assim como os funcionários desta emissora que vivem com medo".

Ellen era uma das jornalistas confirmadas para o novo rodízio de apresentadores do Jornal Nacional neste ano, que foi suspenso por causa da pandemia. "Meu sonho foi interrompido. Agora, estou demitida. Eu lutei por uma equipe. Fiz o que foi necessário para acabar com aquela palhaçada e faria de novo. Acabaram com meu sonho, mas eu tenho saúde e vou conseguir me recuperar", concluiu ela.

O Notícias da TV entrou em contato com a Rede Amazônica e o Sindicato dos Jornalistas de Roraima, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto. Ellen também foi procurada, mas até a publicação deste texto ela não havia respondido às mensagens. Edison Castro não foi encontrado pela reportagem até o momento.

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