Guerra dos talk shows

Jô Soares ignora Gentili e Rafinha e diz querer trabalhar mais 25 anos

Zé Paulo Cardeal/TV Globo

Jô Soares no Programa do Jô da madrugada deste sábado; atração perdeu para Danilo Gentili - Zé Paulo Cardeal/TV Globo

Jô Soares no Programa do Jô da madrugada deste sábado; atração perdeu para Danilo Gentili

DANIEL CASTRO - Publicado em 22/03/2014, às 07h17 - Atualizado às 07h37

Desde que trocou o SBT pela Globo, em 2000, pela primeira vez Jô Soares enfrentou concorrência com um talk show do mesmo subgênero do seu Programa do Jô. Em dois dias desta semana, foi superado pelo The Noite com Danilo Gentili, do SBT, no Ibope da Grande São Paulo.

Mas o apresentador, humorista, escritor, dramaturgo, ator, músico, diretor teatral e artista plástico diz não estar preocupado com o novo cenário, em que três late night shows concorrem pelo mesmo público. Jô Soares, a seu modo, esnoba Danilo Gentili e Rafinha Bastos. Diz que ainda não assistiu ao The Noite e ao Agora É Tarde. "Ainda não assisti porque eu também estou trabalhando", justifica. Detalhe: o Programa do Jô é gravado durante dois dias, às segundas e terças.

Na curta entrevista a seguir, Jô revela também que não quer se aposentar tão cedo. Aos 76 anos, diz querer traballhar mais uns 25.

Notícias da TV - Quando se fala em talk show no Brasil nas últimas duas décadas, se pensa em Jô Soares. Danilo Gentili chegou a fazer uma pegadinha, dizendo que ele queria que o programa dele se chamasse Jô Soares Onze e Meia com Danilo Gentili. Como você está vendo esse momento com três talk shows no fim de noite?

Jô Soares - O meu trabalho eu faço. Não tenho nem que falar de trabalhos alheios, não tenho o que falar. Eu acho que cada um faz o seu, faz o melhor que sabe ou o melhor que pode e tudo bem. É como querer comparar novelas diferentes. Porque talk show, até falei isso na estreia, desde que duas pessoas estavam conversando e uma estava assistindo já existia talk show. Não há uma grande novidade.

Quanto a ter dois, ou três ou quatro, já teve, isso não é a primeira vez. Já teve Clodovil, Otávio Mesquita, teve vários, não tem porquê tanta novidade a ser discutida. E também tem uma coisa: no meu trabalho, eu não discuto nunca, eu faço. O negócio é fazer. Não tenho muito o que discutir. Quanto mais talk show tiver, melhor para todo mundo. O bom é exatamente a possibilidade de existir mais trabalho.

Notícias da TV - Então você vê com bons olhos esse momento com três late night shows no mesmo horário?

Soares - Depois que comecei a fazer o meu, e o meu se firmou em um horário específico, ficou mais óbvio quando surge mais um, mais dois ou mais três. O Amaury Jr. o que era? Era um talk show. Ferreira Neto tinha um formato de talk show, de mesa e convidados. O que diferencia um talk show do outro é a pessoa que está atrás da mesa, que dá o perfil de ser de um jeito ou de outro. Por isso que, no mundo inteiro, não existem dois talk shows iguais. A frase nem é minha, é do Johnny Carson (1925 - 2005), que ficou 35 anos no ar. O que diferencia é a pessoa que está atrás da mesa e o convidado, sempre. Às vezes é o mesmo convidado que conta uma história que você não tinha a menor ideia.

Notícias da TV - Você chegou a assistir ao Danilo Gentili e o Rafinha Bastos?

Soares - Não. Eu conheço os dois, claro, mas ainda não assisti porque eu também estou trabalhando, então ainda não tive a oportunidade de assistir. Transfere isso para novela ou noticiário, não é pelo fato de estar fazendo alguma coisa que você tem que assistir. Claro que, eventualmente, eu vou assistir, não tenho o menor problema quanto a isso. O importante é saber cuidar sempre do seu trabalho, do que você está fazendo. Voltei na estreia fazendo um furo de reportagem com o Henrique Capriles, líder da oposição na Venezuela. Foi noticiadíssimo no mundo todo. Essas coisas realmente fazem a diferença, estar preocupado e ocupado com aquilo que você faz.

Notícias da TV - Você fez 25 anos de talk show em 2013. Você já pensa em se aposentar?

Soares - Acho que daqui uns 25 anos (risos). O trabalho que se faz com prazer deixa de ser trabalho. Enquanto puder, se tiver mais 25, eu agradeço. Mas se não for 25, se for mais 20, tudo bom.

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