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MEMÓRIA DA TV

Guerra com a Igreja Católica deu prejuízo de R$ 100 mil à Globo em Laços de Família

DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

Reynaldo Gianecchini (Edu), Carolina Dieckmann (Camila) e Vera Fischer (Helena) em Laços de Família

Reynaldo Gianecchini (Edu), Carolina Dieckmann (Camila) e Vera Fischer (Helena) em Laços de Família

THELL DE CASTRO

Publicado em 20/12/2020 - 6h50

Há 20 anos, em novembro de 2000, o casamento de Edu (Reynaldo Gianecchini) e Camila (Carolina Dieckmann) em Laços de Família causou uma guerra entre a Globo e a Igreja Católica. No final da disputa, a emissora foi obrigada a recuar e teve um grande prejuízo financeiro.

Como habitualmente faz, a Globo solicitou autorização à Arquidiocese do Rio de Janeiro para gravar a cerimônia em algumas de suas dependências, mas foi negada. Mesmo assim, a capela São Pedro de Alcântara, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Urca, foi usada no dia 13 de novembro daquele ano para as imagens.

Furiosa, a Arquidiocese divulgou nota à imprensa dizendo que achava o ato uma falta de respeito e informando que o local ficaria "inabilitado para quaisquer atos religiosos a partir da exibição da cena da novela".

"A Arquidiocese do Rio, através de sua assessoria de imprensa, já negara à produção da novela autorização para gravação em qualquer igreja existente em seu território. Essa decisão foi tornada pública através dos meios de comunicação social, pois os valores apresentados nessa novela são contrários aos valores da família e ao comportamento moral, entre outros, além de ferir a moral cristã, a família e a doutrina da Igreja", explicou a nota, escrita por dom Augusto Zini Filho (1932-2006).

Além do problema com a Igreja, a Globo enfrentava a ação da Justiça, que proibiu a participação de menores de 18 anos na trama em virtude do excesso de cenas de sexo e violência.

Prejuízo

A emissora foi obrigada a recuar. No dia 16 de novembro, em seus estúdios em Jacarepaguá, foram refeitas todas as cenas do casamento, gerando um prejuízo de R$ 100 mil por não usar as imagens originais.

A decisão foi tomada para não prejudicar a capela, ameaçada de interdição, e também porque Julia Almeida, que vivia Stela, irmã de Edu, teve ativa participação nas cenas como madrinha do casal.

Como ela tinha 17 anos na época, não poderia mais aparecer na trama, o que foi posteriormente revisto. Para a regravação do casamento, foi usada uma dublê.

Manoel Carlos, autor da novela e pai de Julia, foi obrigado a reescrever as cenas para excluir a participação dos menores de idade e ficou toda a madrugada reunido com seus colaboradores para encontrar soluções. Posteriormente, ele entrou com uma ação na Justiça para garantir que a garota tivesse o direito de participar da história.

Ao Jornal do Brasil de 16 de novembro, Zini disse que a Cúria Metropolitana iria retirar a ameaça de suspensão da capela com a regravação das imagens.

"A partir do momento em que [os diretores da novela] puseram de lado a ideia de transmitir a cena gravada na capela da Reitoria da UFRJ, deixou de haver motivo para aplicação da pena", declarou.

Ao mesmo tempo em que a medida recebeu apoio, por outro lado houve quem enxergasse censura nas atitudes dos religiosos, mas Zini rechaçou a acusação.

"A Igreja não é nem pode ser nenhum órgão de censura do país", enfatizou o bispo. Mas, esclareceu, "a nota fez-se necessária como advertência para um fato grave, que foi a desobediência a uma norma que cabia perfeitamente à Igreja, ainda mais no caso de uma novela em que são vilipendiados certos valores da família", concluiu.


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