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DISCURSO DE ÓDIO

Ex-BBB Adrilles Jorge é demitido da Jovem Pan após ser acusado de nazismo

REPRODUÇÃO/JOVEM PAN

Foto do programa Opinião, da Jovem Pan, com Adrilles Jorge (à esq.) e William Travassos (à dir.)

Adrilles Jorge (à esq.) e William Travassos no programa Opinião, da Jovem Pan, na terça (8)

KELLY MIYASHIRO

kelly@noticiasdatv.com

Publicado em 9/2/2022 - 10h59

O ex-BBB Adrilles Jorge foi demitido da Jovem Pan nesta quarta-feira (9) após ser acusado nas redes sociais de ter feito um gesto nazista no encerramento do programa Opinião na noite de terça-feira (8). O comentarista anunciou sua saída nesta manhã, e o Notícias da TV confirmou a informação com a emissora.

No programa comandado por William Travassos, o assunto era a declaração pró-nazismo feita por de Bruno Aiub, o Monark, no podcast Flow. Após uma discussão sobre o tema, Jorge fez um aceno com a mão. O gesto foi considerado uma forma de apologia ao nazismo. "Surreal", reagiu o apresentador, enquanto o comentarista ria.

Assista: 

Críticas no Twitter ganharam peso, e o nome de Adrilles Jorge se tornou o tema mais comentado da rede social. O ex-Big Brother Brasil já tinha pedido desculpas logo após o programa.

"A insanidade dos canceladores ultrapassou o limite da loucura . Depois de um discurso meu veemente contra qualquer defesa de nazismo, um tchau é interpretado como um saudação nazista. Nazista é a sanha canceladora que não enxerga o próprio senso assassino do ridículo", escreveu ele na noite de ontem. 

Nesta manhã, ele também publicou um vídeo de dois minutos se defendendo das acusações e negando qualquer concordância ao genocídio de judeus. "Tô fazendo esse vídeo aqui a título de esclarecimento do óbvio. Eu tô sendo cancelado de ontem por um suposto gesto que foi interpretado de uma maneira deturpada, absurda, surreal, como um gesto de saudação nazista", começou.

"Um 'tchau' que eu faço ao final do programa Opinião, em que digo 'tchau e até sempre'. A pauta era justamente a questão do Monark, do apoio 'libertário' à fundação de um partido nazista. Coisa que eu me coloquei radicalmente contra", continuou ele. 

"Porque, por óbvio, qualquer pessoa minimamente esclarecida, minimamente humanista, é contra esse sistema opressor que matou seis milhões de judeus, o sistema genocida mais cruel, mais tirânico, mais absurdamente desumano da história. Tô esclarecendo o óbvio. Eu não fiz nada, eu sou anti-nazista por natureza", avisou.

"Por outro lado, eu posso até pedir desculpas a pessoas que, pelo calor do momento, tenham se enganado em relação ao meu gesto, e particularmente à comunidade judaica. Eu jamais faria, nunca, de forma alguma, um gesto ignominioso aqui a título de gracejo ou de qualquer outra coisa", complementou.

"Até porque reitero, nos 30 minutos que precederam a minha despedida, o meu tchau irônico, de uma forma meio galhofeira, não houve outra coisa senão a condenação absoluta total e irrestrita desse movimento pavoroso que é o nazismo, que não cabe nenhum tipo de brincadeira, ou aceno ou gracejo. Espero que tenha me feito entender", concluiu o comentarista. 

Procurada pela reportagem, a Jovem Pan emitiu uma nota de repúdio às declarações e depois confirmou a demissão do funcionário, que também anunciou sua saída. 

Confira a nota oficial da Jovem Pan na íntegra: 

O Grupo Jovem Pan repudia qualquer manifestação em defesa do nazismo e suas ideias. Somos veementemente contra a perseguição a qualquer grupo por questões étnicas, religiosas, raciais ou sexuais.

No exercício diário de informar e esclarecer nossa audiência, prezamos pelo livre debate de ideias, mas não endossamos qualquer tipo de manifestação que leve ao discurso de ódio e reforce ideias que remetam a um episódio da nossa história que deve ser lembrado como símbolo de um erro da humanidade que não deve jamais ser repetido.

Nossos comentaristas têm independência para emitir opiniões, respeitando os limites da lei, opiniões estas que não refletem as posições do Grupo Jovem Pan.  


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