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FUI BANDIDO

De Tiazinha a engajamento: contato com favelas e presídios mudou Huck

Reprodução/Band

Luciano Huck posa com Suzana Alves, a Tiazinha, nos bastidores do H (1996-1999), da Band - Reprodução/Band

Luciano Huck posa com Suzana Alves, a Tiazinha, nos bastidores do H (1996-1999), da Band

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 6/6/2017 - 6h14

Responsável por quadros que ajudam pessoas necessitadas, como Agora ou Nunca e Lar Doce Lar, o Luciano Huck que surge todos os sábados na Globo nem de longe lembra o jovem de 25 anos que colocava, em trajes sumários e no horário nobre da Band, dois ícones sensuais dos anos 1990, a Tiazinha (Suzana Alves) e a Feiticeira (Joana Prado).

Parte dessa transformação se deve a José Júnior, fundador do Grupo Cultural AfroReggae e amigo do apresentador. "Desde 2004, tenho levado o Luciano para conhecer um outro mundo, visitar as comunidades, os presídios. Acho que isso mudou muito a vida dele, não só pessoalmente, mas profissionalmente", diz.

"O trabalho que ele faz hoje é muito diferente do que fazia antes, na época da Band ou no início do Caldeirão, com Tiazinha, Feiticeira e Salva-Vidas [Ana de Biase, lançada já no programa do apresentador na Globo]", explica o produtor cultural.

cedoc/globo

Luciano Huck com assistentes de biquíni no Caldeirão do Huck: sensualidade ficou no passado

A amizade entre Júnior e Huck virou parceria: hoje, o apresentador dá nome a um dos centros culturais do AfroReggae, localizado no Complexo do Caju, no Rio; o Espaço Cultural Luciano Huck atende cerca de 420 jovens. "O Luciano é um grande parceiro nosso, nos ajuda inclusive financeiramente", revela Júnior.

A relação improvável será retratada a partir de hoje (6) na tela do Multishow com o programa Fui Bandido, produzido pelo AfroReggae, que mostra a história de oito ex-criminosos que largaram o crime. Huck participa de três episódios, com depoimentos sobre sua relação com os personagens.

Nesta terça, o apresentador fala sobre o traficante Alexander Mendes da Silva, o Polegar; amanhã (7), conta sobre sua proximidade com Carlos Alberto Santos, o Fofo, que tentou matar o produtor cultural e acabou salvo. "O Luciano estava comigo quando eu tirei o Fofo do crime", diz Júnior.

carlos fofinho/multishow

Huck grava depoimento para o Fui Bandido, do Multishow: relação próxima com ex-criminosos

Mas é o episódio que encerra a temporada, a ser exibido no domingo (11), que promete emocionar o público e mostrar a real proximidade de Huck com o projeto social. O ex-bandido da vez é Luciano Barbosa da Silva, o Lulinha, traficante que procurou o AfroReggae para conseguir um emprego fora do mundo do crime. Conseguiu uma vaga com carteira assinada em um estacionamento e, de quebra, foi convidado para participar do Agora ou Nunca Cinco Estrelas, do Caldeirão.

Em 2011, Lulinha catou limões e amendoins, arremessou bolas em baldes e até enrolou papel higiênico sem rasgá-lo no programa da Globo para ganhar R$ 50 mil. "Esse Agora ou Nunca ficou mais de uma hora no ar, e o Caldeirão deu recorde de audiência na época", lembra o produtor cultural.

Júnior compreende o estranhamento do público ao ver Huck em um programa como Fui Bandido: "Pode parecer esquisito mesmo, mas ele tem tudo a ver com o formato. Aliás, ele participa de três episódios, mas poderia estar nos oito, porque ele conheceu todos os personagens retratados. Mas, como a ideia é que os programas tenham depoimentos diferentes, optamos por colocá-lo nesses três, com quem ele tem uma relação diferenciada", explica.

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