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De The Four a Sessão de Terapia: Por que o futuro da TV está em Israel?

Divulgação/HBO e Divulgação/GNT

Gabriel Byrne em In Treatment e Zecarlos Machado em Sessão de Terapia: adaptações de BeTipul - Divulgação/HBO e Divulgação/GNT

Gabriel Byrne em In Treatment e Zecarlos Machado em Sessão de Terapia: adaptações de BeTipul

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 12/2/2019 - 5h16

Na semana passada, a Record estreou o The Four Brasil, reality show apresentado por Xuxa Meneghel. No segundo semestre, o Globoplay exibirá a quarta temporada de Sessão de Terapia, série de drama que mostra conversas tensas entre um psiquiatra e seus pacientes. As duas atrações são muito diferentes, mas têm em comum o fato de serem baseadas em formatos israelenses. O futuro da TV, aliás, tem passado pelo pequeno país.

De Israel, saíram ainda formatos como o reality musical SuperStar (2014-2016), o game show Quem Fica em Pé? (2012-2013), e o drama de ficção Homeland, que levou o Emmy e o Globo de Ouro de melhor série em 2012.

Também vem de lá o formato de Euphoria, principal aposta da HBO para 2019: a série, cujo elenco é liderado por Zendaya (ex-estrela da Disney), mostra um grupo de jovens colegiais que precisa lidar com questões típicas da idade, como sexo, drogas e busca de identidade, tudo embalado pelo uso de redes sociais.

Mas por que um país tão pequeno, com menos de 9 milhões de habitantes, se tornou tão influente no bilionário mercado da televisão? Foi basicamente uma questão de correr atrás do tempo perdido: a televisão só chegou a Israel em 1968, 20 anos depois de sua fundação; a TV em cores, apenas em 1983.

Na época, o país tinha apenas uma emissora de TV, a governamental Rashút HaShidúr (Autoridade de Transmissão, em tradução livre). A concorrência só foi surgir em 1993, com o lançamento do Arutz Shtaim (Canal 2), de perfil comercial. E mais nove anos se passaram até o surgimento de uma terceira rede, o Arutz Eser (Canal 10). Ou seja: até 2002, Israel tinha apenas três emissoras.

divulgação/showtime

Claire Danes ganhou dois Emmys e dois Globos de Ouro por Homeland, adaptação de Hatufim

Com a chegada dos novos canais, era necessário criar mais programas para preencher a grade. E os roteiristas locais decidiram apostar em formatos ousados, que desafiavam a forma de contar histórias vista até então.

Foi assim que surgiu BeTipul (2005-2008), drama sobre um psiquiatra e como ele é afetado pelos problemas de seus pacientes --a série é basicamente uma peça de teatro filmada, com dois ou três personagens conversando em um único cenário.

A atração criada por Hagai Levi, Ori Sivan e Nir Bergman fez a maré da TV israelense começar a virar. Ganhadora do prêmio máximo da TV local, a série chamou a atenção da HBO norte-americana, que decidiu adaptá-la. In Treatment (2008-2010) ganhou dois Emmys e um Globo de Ouro --mas, mais do que isso, abriu os olhos de Hollywood e do mundo para a produção do país.

Em 2010, foi a vez de Hatufim (Sequestrados), também chamada de Prisoners of War, cair no radar norte-americano. O canal pago Showtime adaptou a série e lançou Homeland, estrelada pela premiada Claire Danes.

Curiosamente, produtores israelenses sabem que seu mercado consumidor é pequeno, e criam séries e formatos já pensando na possibilidade de exportá-los. Assim, fazem atrações facilmente adaptáveis para a realidade de cada país. É assim que lucram bastante e podem criar novos programas ainda mais elaborados.

Rotem Sela e Avraham Aviv Alush estrelam Lehiyot Ita, que será adaptada como The Baker and the Beauty

E a onda israelense não parece perto do seu fim: para a próxima temporada, além da já aprovada Euphoria, a TV norte-americana tem mais dois projetos baseados em formatos de lá: o drama Until the Wedding (Até o Casamento) e a comédia The Baker and the Beauty (O Confeiteiro e a Bela).

O primeiro gira em torno de um casal que decide oficializar a união e como essa decisão afeta todas as pessoas à sua volta. Já a segunda relata o romance entre um confeiteiro pobretão e uma estrela internacional, e como suas famílias lidam com esse amor.

Até o momento, a ABC encomendou apenas o piloto (primeiro episódio, feito para teste) das duas atrações, mas a chance de elas entrarem na grade da rede é grande.


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