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HOMEM DO ANO

Celso Portiolli recusa rótulo de sucessor de Silvio Santos no SBT: 'É a Patricia'

REPRODUÇÃO/SBT

O apresentador Celso Portiolli aponta com o dedo indicador da mão direita para cima e segura um microfone com a mão esquerda no palco do Domingo Legal

Celso Portiolli colecionou vitórias sobre a Globo à frente do Domingo Legal, do SBT, em 2021

DANIEL FARAD

vilela@noticiasdatv.com

Publicado em 30/12/2021 - 7h00

Há 25 anos no SBT, Celso Portiolli se firmou como um dos principais rostos da emissora. Mas, ainda assim, não se vê como um dos possíveis sucessores de Silvio Santos nas noites de domingo. Um dos poucos nomes da emissora a bater de frente com a Globo --e ganhar com frequência--, o apresentador admite que não é moleza se colocar no lugar do "homem do baú".

Em entrevista exclusiva ao Notícias da TV, o comunicador brinca que topa quase tudo dentro da emissora, a não ser tomar frente do Programa Silvio Santos:

Eu faço qualquer programa que me pedirem, mas como foi o Show do Milhão. Peguei um programa que era dele, mas fiz do meu jeito. Esse negócio de substituição é difícil. A única pessoa que se sente à vontade no palco para fazer as coisas que o Silvio faz é a Patricia [Abravanel]. Ela cresce a cada domingo.

Portiolli, inclusive, assume que quase desistiu do game show que ajudaria a consagrá-lo como melhor apresentador na opinião dos leitores no Prêmio Notícias da TV 2021:

O Show do Milhão me deu muito medo. A minha primeira resposta foi de que eu ia pensar muito, porque talvez não aceitaria. Você pode fazer qualquer formato, mas não queria assumir algum que já tenha passado pelas mãos do Sílvio. A comparação é natural, e as pessoas vão dizer que você está o imitando. É complicado.

REPRODUÇÃO/SBT

Celso Portiolli tira uma selfie com Silvio Santos no Troféu Imprensa

Portiolli tieta Silvio Santos no Troféu Imprensa

Primeiro lugar

O retrospecto, no entanto, é favorável ao artista. Em 2009, Portiolli pegou uma bucha daquelas ao herdar o Domingo Legal com a ida de Gugu Liberato (1959-2019) para a Record. Ele não só imprimiu a sua marca para o dominical como, pouco mais de uma década depois, briga semanalmente pelo primeiro lugar na audiência.

Não é que eu quis dar a minha cara à atração. Até porque eu dei continuidade a quadros que eram do Gugu, como o Construindo um Sonho, que foi uma grande alegria. Sempre quis ajudar as pessoas com a TV. Só que eu gosto de assistir e de apresentar game shows. Se você olhar hoje, o programa é focado nisso.

O Passa ou Repassa, por exemplo, foi capaz até de fazer a Globo amargar uma série de derrotas e jogar fora sete episódios do "faraônico" Zig Zag Arena. "Nós temos o gosto de ficar em primeiro lugar. A equipe fica motivada", acrescenta ele, que em 2022 ainda tem o desafio de superar um câncer na bexiga.

Notícias da TV - Ao pedir votos para o Prêmio Notícias da TV, você fez um desabafo sobre como até quem está do lado não reconhece o seu trabalho. A validação do público foi importante?
Celso Portiolli - Eu me emocionei demais, porque passou uma retrospectiva na minha cabeça. Não tive uma carreira regular. Eu sumia por um seis meses, um ano. Às vezes, meu programa estava em primeiro lugar e mesmo assim era cancelado. Cheguei a ficar dois anos fora do ar. Inclusive, pedi autorização ao Silvio para morar fora e estudar inglês na época.

reprodução/notícias da tv

Celso Portiolli chora ao receber o Prêmio Notícias da TV 2021 de melhor apresentador

Portiolli chora ao receber o Prêmio Notícias da TV

Os altos e baixos foram muitos. Convivi com a insegurança, com o medo, vi os contratos prestes a vencer. E aí, depois de dez anos, estou colhendo os frutos do Domingo Legal. O reconhecimento popular é maravilhoso. É um combustível para continuar trabalhando.

O Passa ou Repassa é um fenômeno há 30 anos, mas você foi o primeiro apresentador a dar a cara a tapa. Ou melhor, a torta.
Uma ideia do Silvio que, no início, eu achei que iria atrasar toda a gravação. Com o tempo, o quadro se tornou o principal do programa. Era uma febre. Todo mundo queria levar tortada, e eu levava religiosamente três vezes por semana. Era o momento em que eu mais me soltava, mais brincava. Virei o cara.

Depois, eu até voltei para agradecer o Silvio, porque ele realmente estava certo. Eu, porém, espero que não volte (risos).

Aliás, vocês foram um dos primeiros a retornar ao trabalho ainda durante a primeira onda da pandemia de Covid-19.
Eu percebo que há uma gratidão pelo que fizemos. Criou uma relação mais íntima com o público em uma época que só dava reprise. O programa está indo muito bem, e um game que se sustenta por mais de 30 anos é um fenômeno. Mas se a Globo trocar de assunto, nós trocamos de quadro também. E aí vamos até o primeiro lugar.

Bater a Globo tem um gosto especial?
É bom. A equipe fica motivada, termina a jornada em alto-astral e com mais vontade de fazer no próximo domingo. Só que existe esse momento bom de agora como também os pesados de patinar na audiência, de pegar a concorrência embalada. O sucesso de hoje vem da equipe, que é maravilhosa. Se precisar, a gente muda a estratégia de um domingo para o outro.

E o Show do Milhão também foi muito bem junto ao público.
Eu não dormi no dia anterior à primeira gravação. Minha vontade era de não entrar assim que ouvi aquela música. Para você ter uma ideia, eu assisti aos 12 primeiros episódios sozinho, sem ninguém perto de mim. Só fui curtir o 13º, que era o último. Vi com a minha família.

DIVULGAÇÃO/SBT

Celso Portiolli a frente do Show do Milhão, no SBT

Portiolli a frente da nova versão do Show do Milhão

Mas o nervosismo não fica evidente na televisão.
Quando me vi tranquilo nos primeiros programas, falei: "Eu sou um artista" (risos). Estava com muito medo, com a boca seca. O mais engraçado é que, quando eu errava no palco, ajudava os participantes. Eles ficavam mais calmos ao ver que a gente também estava nervoso.

E até errei de propósito algumas aberturas para os convidados relaxarem. No fim das contas, foi uma experiência maravilhosa. Além do sucesso do Domingo Legal, ainda tive o Show do Milhão para coroar esse ano.

Então você sente que 2021 foi o seu ano?
A gente sempre acha que está indo bem, mas foi sem dúvida um ano muito legal. O auditório fez falta no começo, mas a ausência dele permitiu me soltar mais. Eu acho que, quando a plateia voltar, eu estarei mais solto, mais brincalhão e conversando mais também com quem está em casa.


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