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DOMINGO ESPETACULAR

Caso Henry: Ex-namorada alega que também foi agredida por Dr. Jairinho

REPRODUÇÃO/RECORD

Roberto Cabrini no quarto onde morreu o menino Henry

Roberto Cabrini no quarto onde morreu o menino Henry; o repórter volta ao caso no Domingo Espetacular

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 2/4/2021 - 19h48
Atualizado em 2/4/2021 - 21h14

Roberto Cabrini gravou uma entrevista exclusiva com a mulher que acusa Dr. Jairinho de ter agredido sua filha. Na conversa, ela alegou que o vereador também foi violento com ela. A cabeleireira de 31 anos, que preferiu não se identificar para a imprensa até o momento, manteve um longo relacionamento com o vereador, que é investigado pela morte de Henry Borel Medeiros, de quatro anos.

A entrevista com Cabrini será exibida na íntegra no quadro A Grande Reportagem do Domingo Espetacular, mas os primeiros trechos foram ao ar na edição desta sexta-feira (2) do Jornal da Record.

No longo depoimento ao jornalista, a mulher contou em detalhes que não só ela foi agredida: sua filha, que na época tinha quatro anos e hoje tem 14, também teria sofrido violência por parte do poderoso político carioca.

No depoimento que prestou na 16ª DP da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, a mulher denunciou que a criança ficava nervosa, chorava e até vomitava ao ver Jairinho. A menina também teria tido a cabeça afundada por ele embaixo da água de uma piscina.

As falas da ex de Dr. Jairinho a Cabrini

"Tiveram episódios [de agressão]. Teve um episódio que ele chegou a me pegar pelo pescoço, que ele me apertou o pescoço. Teve um outro episódio que ele foi até a casa da minha mãe, era um portão de grade aberta, aí quando eu disse que não queria mais conversar, ele me puxou pelo portão, pela grade", relatou a mulher na entrevista a Roberto Cabrini.

"Na época, eu tinha feito uma cirurgia e estava com ponto, e o meu ponto chegou a abrir. Ele me deixava muito intimidada. A verdade é que eu tinha medo", continuou.

A ex-namorada ainda contou a sensação que teve ao saber do caso de polícia envolvendo Dr. Jairinho: "Saiu uma reportagem que eu assisti. Eu estava sentada do lado da minha filha. Eu não tive coragem de olhar para ela. A sensação que eu tive é que eu tinha sido completamente negligente e que se eu tivesse feito alguma coisa, se tivesse tido coragem, de repente, não teria acontecido nada, sabe?"

"Quando eu saí de perto dela e fui pra minha casa eu chorei muito, porque tive uma sensação horrível de não ter feito nada e, ao mesmo tempo, de livramento. Porque podia ter sido ela, podia ter feito alguma coisa com ela, sabe?", prosseguiu.

Ela ressalta, porém, que no início do namoro as coisas fluíam de outra maneira: "Durante o relacionamento a gente tinha um relacionamento normal. Sempre foi uma pessoa de fala mansa, inteligente, que conversa de tudo."

A entrevistada ainda destaca que passou a perceber um "lado de ciúme e perseguição" em Dr. Jairinho. "Uma pessoa completamente desequilibrada e diferente de tudo que mostrou anteriormente, a ponto de eu chegar da rua e ele estar escondido do outro lado da rua, atrás de uma árvore."

A denunciante optou por não revelar a identidade: "Sou uma mulher, mãe, que criou duas meninas, uma de 14 anos, que teve um relacionamento com o Jairinho durante um tempo. E convivi com ele, descobri coisas que eu não queria ter passado e não queria ter visto".

Dr. Jairinho nega

A defesa do Dr. Jairinho, no entanto, tem negado as acusações. Em uma petição assinada por André França Barreto, que representa o vereador e a atual namorada, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, o advogado aponta que ela está aproveitando a evidência do caso para "desferir mentiras".

O vereador era padrasto de Henry, que morreu em 8 de março em casa. De acordo com a versão contada por Dr. Jairinho e por Monique Medeiros, mãe do menino, ele teria sofrido uma queda da cama e sido vítima de um acidente doméstico.

Mas o casal passou a ser investigado pela polícia depois de a autópsia identificar que Henry sofreu "hemorragia interna e laceração hepática causada por ação contundente", além de lesões no tórax, cabeça e hematomas pelo corpo. A suspeita é de que ele teria sido agredido antes de chegar ao hospital, onde foi constatada a morte.

Em 21 de março, Cabrini entrevistou o vereador e Monique Medeiros, que sustentaram a versão de acidente doméstico. O jornalista da Record também mostrou o local onde a criança morreu. Leniel Borel de Almeida, pai do menino, também tem defendido a apuração do caso para entender o que aconteceu no apartamento.

Assista abaixo à reportagem de Cabrini para o Domingo Espetacular:


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