Alta definição

Canal Brasil abandona 'TV de gaveta' e estreia em alta definição

Divulgação/Canal Brasil

Paulo Mendonça, diretor-geral do Canal Brasil, e Nicole Puzzi, apresentadora do Pornolândia - Divulgação/Canal Brasil

Paulo Mendonça, diretor-geral do Canal Brasil, e Nicole Puzzi, apresentadora do Pornolândia

PAULO PACHECO, enviado especial ao Rio de Janeiro - Publicado em 19/09/2014, às 19h01 - Atualizado em 20/09/2014, às 13h32

Conhecido por reprisar clássicos do cinema nacional, o Canal Brasil quer deixar para trás os desconfortáveis rótulos de "TV de acervo" e "TV de gaveta". Lançará em outubro sua versão em HD. A estreia exata em alta definição ainda está sendo definida (entre os dias 15 e 17), mas ocorrerá no pacote básico de todas as operadoras de TV por assinatura, exceto a Sky, que, devido a limitações de satélite, só conseguirá incluir o novo canal em janeiro.

O Canal Brasil está se preparando para entrar na alta definição há pelo menos três anos, quando começou a produzir conteúdo em HD e a conversar com as operadoras. As negociações, entretanto, emperraram justamente pelo estigma do canal de reprisar conteúdo antigo. Ter versão HD hoje é importante para os canais. Mais de um terço dos assinantes já compram pacotes em alta definição.

"As operadoras tinham outras prioridades. Nós éramos vistos como canal de acervo, apesar de não ser mais, mas agora felizmente saiu, e em outubro estamos indo lá", comemorou o diretor-geral, Paulo Mendonça, durante festa de 16 anos do Canal Brasil, na última terça-feira (16), no Rio de Janeiro.

Atualmente, 70% do conteúdo do canal é em HD. Apenas filmes clássicos, como os do cineasta Glauber Rocha (1939-1981) continuam com formato standard (ou SD). Para ter 100% da grade em alta definição, o Canal Brasil decidiu não distorcer o tamanho da imagem, queixa recorrente entre assinantes de concorrentes que exibem material antigo.

"Os clássicos vão entrar em um formato mais específico. Não vamos ampliar a tela. A ideia é criar colunas laterais, caracterizando o filme analógico. A qualidade melhora e não tem a expansão da tela", explica Mendonça.

Com a entrada na alta definição, o canal atingirá a maior fatia dos assinantes de TV paga em HD (cerca de 5,6 milhões de clientes, segundo dados da Anatel). "Hoje, o número de assinantes de TV em alta definição aumentou enormemente. Assinantes esses que têm um perfil muito semelhante ao do canal. O público HD não volta para o SD", analisa o diretor-geral do Canal Brasil.

O Canal Brasil planeja estrear quatro programas até março de 2015 para comemorar os 16 anos de transmissões (o canal estreou em 1998) e a entrada na alta definição. A primeira novidade é a releitura do programa Reabertura, da extinta Tupi, comandado pelo jornalista Fernando Barbosa Lima (1933-2008). As reportagens antigas serão apresentadas por Geneton Moraes Neto.

"É impressionante ver como o que foi discutido na década de 1970 se reproduz agora. Acho que esse é o papel que o Canal Brasil tem que desempenhar", define Paulo Mendonça.


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