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Campeonato de game na TV paga tenta ganhar público com bordões e experts

Reprodução/Esporte Interativo

Octavio Neto, narrador do Esporte Interativo que comanda as transmissões da ELeague - Reprodução/Esporte Interativo

Octavio Neto, narrador do Esporte Interativo que comanda as transmissões da ELeague

FERNANDA LOPES

Publicado em 13/7/2016 - 5h38

Desde maio deste ano, 24 equipes de jogadores do mundo inteiro participam de um campeonato esportivo em que não precisam levantar da cadeira ou fazer grandes movimentos físicos. Os vencedores, que serão anunciados no fim deste mês, levarão para casa um prêmio de US$ 1,2 milhão, cerca de R$ 3,9 milhões. Trata-se da ELeague, o maior campeonato de Counter Strike: Global Offensive do mundo, que chega à última fase de classificações nesta semana. As disputas estão sendo exibidas na TV pelo Esporte Interativo. Com bordões e comentaristas especializados, o canal já alcançou mais de 8,5 milhões de telespectadores nas transmissões.

As partidas inéditas vão ao ar no EI e no EI Maxx 2 nesta quarta (13) e quinta (14), a partir das 15h, e na sexta (15), às 18h e às 23h, nos canais EI e EI Maxx. A explicação para o sucesso com o público, além do apelo da própria competição junto ao público jovem, pode estar na mistura de um narrador experiente e bem-humorado com especialistas em games que fizeram suas carreiras na internet.

Para comandar a ELeague, o Esporte Interativo escolheu Octavio Neto, uma espécie de "pau para toda obra" do canal. O jornalista, que trabalha como narrador desde 2012, já foi escalado para coberturas dos mais distintos campeonatos: de NFL a Copa do Nordeste, passando por Circuito Mundial de Judô e Liga Espanhola de Futsal. Para se adaptar a cada um deles, Neto criou uma estratégia: usar o humor para conquistar o telespectador.

"A NFL é uma transmissão muito longa, muita gente deixava de acompanhar por isso. Então eu comecei a colocar nuances do dia a dia, coisas engraçadas. Esse estilo de ser divertido, falar do cotidiano, sempre foi uma estratégia que usei para trazer novos adeptos, quebrar esse preconceito das pessoas de que é só um jogo de computador. Recebo um feedback muito legal, mensagens como 'Minha mãe te adora'. Não imaginava que eu poderia narrar um game de computador", conta.

Os destaques das transmissões de Octavio Neto são seus bordões. Na ELeague, ele lançou o "Casa comigo, sueco", em referência a um dos competidores de uma equipe europeia. Das transmissões de outros esportes, ficaram famosas as frases "Ao infinito e além", "É Fatality" e "Chama o Megazord".

Reprodução/Esporte Interativo

Bida e Otávio Boccuzzi, respectivamente narrador e comentarista da ELeague na TV

Octavio Neto nunca pensou em lidar com Counter Strike em sua carreira. Bernardo Moura e Otávio Boccuzzi também não imaginavam que chegariam um dia à TV, mesmo comandando canais de vídeos sobre jogos na internet.

Dono de um site que oferece cursos de Counter Strike, Moura, conhecido na web como Bida, é o segundo narrador da ELeague, depois de Octavio Neto. Tímido, ele sentiu nervosismo ao sair de sua zona de conforto online para encarar os telespectadores de um canal de esporte na TV.

"Ao mesmo tempo em que me senti mais pressionado, porque é um negócio mais sério, me senti muito tranquilo. [Antigamente] Quando fazia uma transmissão, era de casa, tinha que controlar tudo. Aqui no Esporte Interativo fica um pouco mais fácil, me receberam de braços abertos. É um pouco diferente, a gente chama um público da internet que vai para a TV para ter uma qualidade melhor", acredita.

Os fãs, aliás, são tão exigentes e detalhistas em relação ao Counter Strike que a competição tem até um comentarista: Otávio Boccuzzi. A função de um comentarista nesse caso é entender muito bem toda a estrutura gráfica do jogo e destrinchar a ação de cada equipe para o público, explicando como os jogadores elaboram seus movimentos, chegam a determinado ponto e que consequências suas jogadas têm.

Para Boccuzzi, a audiência da TV só tem a ganhar com transmissões de eventos ligados a videogames. "A grande questão é que foram poucos os campeonatos transmitidos na televisão até agora. É [uma mídia] um pouco diferente, mas a TV está querendo muito entender como funciona o que a gente faz. A gente tem muita liberdade", afirma.

Reprodução/Esporte Interativo

A equipe brasileira Luminosity Gaming, que foi desclassificada do campeonato ELeague

Final com emoção

Com dez semanas de duração, a ELeague reúne as melhores equipes de jogadores de Counter Strike do mundo. Para o Brasil, a primeira fase de classificações (que aconteceu entre 24 de maio e 1º de julho) terminou de forma desastrosa: a equipe brasileira, Luminosity Gaming, foi desclassificada após participar de negociações irregulares envolvendo uma proposta altíssima de outra equipe.

Com esse desfalque na competição, a ELeague perde também parte de seu engajamento com o público, já que não há brasileiros para os quais torcer. A partir de hoje, a liga passa por uma fase de repescagem, e então serão definidos os grupos das quartas de final. A competição chega ao fim no dia 30 deste mês, e, até lá, o Esporte Interativo precisará ainda mais da expertise e do bom humor de seus narradores para manter o público ligado na TV.

"A galera que acompanha as coisas na internet é muito engajada. Principalmente o público 'hardcore' [mais informado e fanático], que procura dar apoio dos dois lados, na internet e na TV. Tenho certeza de que, nas semanas de transmissão da ELeague no Esporte Interativo, eles acompanham na TV para impulsionar [o evento]", diz Boccuzzi.


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