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NA BAHIA

Após mostrar cadáver, jornal de afiliada da Globo exibe ossada no café da manhã

Reprodução/Rede Bahia

O âncora Ricardo Ishmael, da Rede Bahia, em frente ao telão do Jornal da Manhã desta segunda (2)

O âncora Ricardo Ishmael apresenta reportagem sobre ossada humana no Jornal da Manhã

LUCIANO GUARALDO

luciano@noticiasdatv.com

Publicado em 3/3/2020 - 5h20

Dois anos depois de um dos pontos mais baixos de sua história, a afiliada da Globo na Bahia repetiu a dose. Quem decidiu tomar café da manhã na segunda (2) assistindo ao Jornal da Manhã se deparou com imagens de duas ossadas humanas em uma vala. Em 26 de fevereiro de 2018, o mesmo telejornal já havia mostrado um cadáver estirado no chão. A emissora afirmou que a exibição foi um "erro grave, que não condiz com a linha editorial".

A reportagem sobre a ossada humana, iniciada às 7h37, fazia uma ligação entre o colombiano Edilson Martinez e sua namorada, chamada apenas de Kimberly, desaparecidos desde 14 de fevereiro, e os ossos encontrados às margens da rodovia Cia-Aeroporto, que passa por Salvador.

"Parentes de Edilson reconheceram as roupas, mas a confirmação da identidade só vai poder ser feita pelo Instituto Médico Legal", anunciou o jornalista Ricardo Ishmael, âncora do matinal.

Imagem de ossada humana exibida no Jornal da Manhã, matinal da Globo na Bahia (Reprodução)

Ao contrário do que havia ocorrido em 2018, quando o corpo apareceu na TV durante 40 segundos, enquanto o repórter Vanderson Nascimento fazia a passagem da reportagem, a história sobre o novo crime foi mais sutil: as imagens fortes duraram apenas oito segundos, e em apenas três era possível distinguir a ossada (veja aqui).

Procurada pela reportagem, a afiliada informou, por meio de nota da Comunicação da Globo, que a aparição das ossadas no noticiário foi uma falha.

"Consultada, a Rede Bahia informou que a exibição das imagens foi um erro grave, que não condiz com a linha editorial da emissora", justificou.

A linha editorial da emissora, no caso, recomenda expressamente que não sejam mostradas imagens de cadáver, nem mesmo em afiliadas.

Crise de audiência

A Rede Bahia, afiliada da Globo no Estado, atravessa uma situação complicada na audiência desde 2017, quando seus telejornais locais começaram a perder a liderança para os da TV Itapoan, retransmissora da Record. Alguns programas chegaram à terceira posição, ficando atrás até mesmo do SBT.

Em junho de 2018, o Jornal da Manhã também dedicou cinco minutos a uma suposta queda de aeronave no mar. Entrevistou um popular que alegava ter visto o avião cair. Só que a notícia era falsa. A Rede Bahia não desmentiu as informações durante o noticiário. Isso apesar de a repórter Andréa Silva prometer que voltaria ao longo da edição com mais informações --ela não retornou mais ao programa.

Na edição de 25 de dezembro do ano passado, o Bahia Meio Dia de Natal virou um festival de bundas. Na praia, mulheres de biquínis cavados foram chamadas pela repórter Adriana Oliveira para dançarem em uma roda de música. A câmera deu closes dignos do Carnaval na RedeTV! na retaguarda das moças que requebravam ao som de versos como "Eu quero saber o tamanho do bumbum dela" e "Focalize o bumbum! Remexe aí! Quero ver o bumbum!".

Em janeiro deste ano, o Jornalismo da Rede Bahia foi assumido pela gerente Ana Raquel Copetti, que decidiu popularizar o Bahia Meio Dia, comandado por Jessica Senra, com a presença de cantores de axé, como Leo Santana e Alinne Rosa. A nova chefona também demitiu nomes que fizeram história na afiliada, como a apresentadora Silvana Freire, que tinha nove anos de casa.


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