SPECTROS

Produtor de CSI dirige nova aposta nacional da Netflix: 'Scooby-Doo com Tarantino'

NETFLIX/DIVULGAÇÃO

A atriz Claudia Okuno, em cena de Spectros, vestindo macacão jeans e blusa amarela

Claudia Okuno em cena da série brasileira Spectros, que teve gravações em bairro asiático de São Paulo

HUMBERTO ABDO - Publicado em 17/02/2020, às 05h14

Com cenas gravadas no bairro da Liberdade, em São Paulo, Spectros é a próxima série nacional a estrear na Netflix. Dirigida pelo americano Douglas Petrie, produtor de títulos como Buffy: A Caça-Vampiros (1997-2003), CSI (2000-2015) e Demolidor (2015-2018), a primeira temporada estreia em 20 de fevereiro e tem o ator Danilo Mesquita, o Carlos de Éramos Seis.

"Todos concordamos que a série deixaria a própria cidade surgir como personagem", conta o diretor em entrevista exclusiva ao Notícias da TV. "Tentei não trazer uma mentalidade muito 'americana' e deixar o Brasil me dizer como ele queria ser."

Petrie, que nunca havia visitado o país, acredita que o bairro paulistano repleto de cultura asiática foi o local certo para a sua produção.

"Existem personagens ricos, pobres, vivos e mortos. E [o bairro da] Liberdade e sua história única nos deram um visual dinâmico para todos eles", resume. "São Paulo é uma das cidades mais coloridas e entusiasmantes do mundo e, como nova-iorquino, eu me senti em casa na mesma hora."

Com oito episódios, o título mistura terror com referências de contos japoneses. "Todos da equipe, desde os roteiristas até o elenco, são nerds que amam filmes", explica. "Então essa linguagem do cinema, seja ela o terror em preto e branco dos anos 1930 ou os filmes adolescentes dos anos 1980, era algo que todos nós estávamos buscando."

No enredo, um grupo de adolescentes é arrastado para uma realidade alternativa, conectada a fatos ocorridos muitos anos antes. Sem entender o que está acontecendo, os jovens enfrentam eventos cada vez mais sinistros envolvendo uma força do mal capaz de trazer os mortos de volta --e, ao retornarem, eles buscam vingança por erros do passado.

"Tentamos manter a história a mais autêntica possível, e isso fez todo o terror parecer mais universal", pondera o diretor. "É como um episódio para adultos de Scooby-Doo dirigido por Quentin Tarantino. Quem não veria isso?", resume.

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